RONDÔNIA — Marcos Rogério da Silva Brito (PL), de 48 anos, foi eleito governador de Rondônia neste domingo, 4. Natural de Ji-Paraná (RO) e filho de agricultores, ele é identificado com pautas conservadoras, como a redução da maioridade penal, o combate à ideologia de gênero nas escolas e o projeto Escola Sem Partido.
Formado em Direito e Jornalismo, Marcos Rogério concluiu mestrado em Administração Pública e iniciou doutorado em Direito Constitucional. Antes da carreira política, trabalhou como radialista e repórter de televisão.
Trajetória política
A carreira institucional começou em Ji-Paraná, onde foi eleito vereador pelo PDT em 2008. Em 2010, chegou à Câmara dos Deputados, cargo que exerceu até 2018. No Legislativo, ganhou projeção ao relatar, no Conselho de Ética, o processo que levou à cassação do ex-deputado Eduardo Cunha.
O parlamentar também votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff. Durante o governo Michel Temer, apoiou a PEC do Teto dos Gastos Públicos, a Reforma Trabalhista e a abertura de investigação contra o então presidente.
Depois, foi eleito senador. Ainda filiado ao DEM e durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), assumiu a vice-liderança do governo no Congresso Nacional. Na CPI da Pandemia, tornou-se um dos principais defensores e articuladores da gestão Bolsonaro. Em 2022, concorreu pela primeira vez ao governo de Rondônia e chegou ao segundo turno, com 47,53% dos votos, contra 52,47% de Coronel Marcos Rocha.
Propostas para Rondônia
Entre as propostas apresentadas estão o fortalecimento da infraestrutura estadual e o incentivo à produção rural. O plano inclui regularização fundiária, apoio à agricultura familiar e à agroindústria, além da ampliação da malha rodoviária para o transporte de safras.
Na segurança pública, Marcos Rogério defende mais policiamento no campo e integração entre as forças policiais. Para a saúde, propõe regionalizar o atendimento e investir em estruturas de alta complexidade.








