SÃO PAULO — Manu Gavassi e Jullio Reis abriram, nesta quarta-feira (7), as portas do apartamento duplex onde vivem com a filha, Nara. O imóvel tem decoração inspirada nos anos 1970, com paredes coloridas, marcenaria escura, mistura de materiais e ambientes pensados para reunir a história da família.
A entrada combina um painel de jacarandá com recorte circular e uma janela inspirada nos templos zen-budistas do Japão. Em vez de se abrir para a vegetação, como na versão tradicional, a peça enquadra a paisagem urbana e o cotidiano da casa.
Reforma e memória familiar
O projeto preservou portas de madeira da área íntima e lustres vintage encontrados no imóvel. A planta foi redesenhada para a chegada da filha: os quartos passaram a formar três suítes, a antiga sala de TV virou o quarto da bebê e um dormitório foi transformado em closet.
A área social ficou integrada após a retirada de divisórias. A cozinha ocupa posição central e combina aço inoxidável, porcelanato vermelho e um painel de vidros coloridos em tons de âmbar, verde e laranja. Ao lado, a mesa de jantar tem cadeiras escolhidas pelo casal.
Manu disse que queria evitar uma aparência semelhante à de um hotel e preferiu incluir elementos mais ousados, como o vidro colorido da cozinha. O espaço e a sala de jantar são considerados por Jullio o coração da residência.
O casal também criou uma parede de memórias, que deverá receber fotografias e registros das conquistas da família. A proposta inclui referências às duas famílias, às viagens e à trajetória dos dois.
Escritório no segundo andar
O segundo pavimento reúne piano, livros, discos e obras de arte de jovens autores. O terraço tem revestimento de blocos de quartzito avermelhado, em referência às alamedas do Instituto Inhotim, e leva ao escritório do casal.
O ambiente permite que os dois trabalhem enquanto Nara brinca. Manu afirmou que consegue escrever por 40 minutos com foco total antes de voltar a passar tempo com a filha. Ela adapta para o audiovisual as obras literárias “Ninguém Pode com Nara Leão: Uma Biografia”, de Tom Cardoso, e “Os Coadjuvantes”, de Clara Drummond.
O arquiteto André Pavan descreveu o projeto como uma composição que integra espaço, mobiliário, iluminação e arte, com referências à filosofia japonesa, ao minimalismo e ao mid-century modern.








