Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
O Brasil em um ponto
Política

Lula e Flávio Bolsonaro mantêm estratégias distintas a um mês da eleição

Petista aposta na comparação entre governos; senador concentra discurso em segurança, economia e críticas a Alexandre de Moraes.

Lula e Flávio Bolsonaro mantêm estratégias distintas a um mês da eleição
Foto: Arquivo

A um mês do primeiro turno das eleições de 2026, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro mantêm estratégias diferentes para a disputa pelo Palácio do Planalto. A votação está marcada para o primeiro domingo de outubro (4).

O PT pretende transformar a reta final em uma comparação entre os governos de Lula e Jair Bolsonaro. A campanha deve abordar segurança pública, emprego, combate à corrupção, saúde e educação, além das propostas para um eventual novo mandato.

Eden Valadares, secretário de Comunicação do Partido dos Trabalhadores, afirmou que Lula orientou a equipe a conduzir uma “disputa de alto nível”, baseada em informações e dados para rebater fake news ou conteúdos considerados manipulados. A estratégia também prevê comparar a trajetória política, as biografias e os compromissos dos dois candidatos.

“Não há assunto que seja tabu ou de que vamos nos esquivar”, disse Eden. A avaliação da campanha petista é que o contraste entre os governos e os dois políticos pode beneficiar Lula na fase final da eleição.

Pesquisas orientam campanha de Flávio

A campanha de Flávio Bolsonaro não planeja mudanças significativas na estratégia adotada até agora. A avaliação interna é que o senador está em trajetória de crescimento nas pesquisas, enquanto Lula teria perdido apoio popular.

Na pesquisa mais recente do Datafolha, Lula registra 38% no primeiro turno, contra 33% de Flávio. A diferença é a menor entre os dois desde o início da série de levantamentos. No segundo turno, Lula aparece com 46%, e o senador, com 44%, em empate técnico.

Na Quaest, Lula tem 37%, e Flávio, 29%. Em uma simulação de segundo turno, os dois também aparecem tecnicamente empatados: 42% a 41% para o atual presidente.

Com essa leitura, Flávio deve manter o foco em segurança pública e economia. A campanha também pretende explorar a crise envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e o Banco Master.

Depois que André Mendonça, ministro e relator do caso, quebrou o sigilo da investigação e expôs a relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, Flávio intensificou as críticas ao magistrado. O senador passou a associá-lo mais diretamente ao governo Lula e a defender que Moraes atua alinhado ao petista.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5