Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Indicação de Kassio Nunes Marques ao STF teve articulação de aliados de Bolsonaro

Escolha do ministro em 2020 envolveu Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira, Frederick Wassef e uma desembargadora do TRF-1.

Enrolado com Vorcaro, Kassio chegou ao STF com articulação de Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução

A chegada de Kassio Nunes Marques ao Supremo Tribunal Federal, em 2020, foi articulada por aliados de Jair Bolsonaro e pelo senador Flávio Bolsonaro, segundo os nomes e relações descritos no processo de indicação. O ministro ocupou a vaga aberta com a saída de Celso de Mello. Na época, Kassio era desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

Flávio Bolsonaro tinha interesse direto na composição do Supremo enquanto era investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro no caso das chamadas “rachadinhas”. A apuração tratava de suspeitas de apropriação de parte dos salários de assessores de seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Aproximação política

A relação entre Kassio e Flávio teria começado antes da indicação ao STF. Maria do Carmo Cardoso, desembargadora federal e colega de Kassio no TRF-1, era próxima da família Bolsonaro e foi apontada como responsável por apresentar o magistrado ao filho do então presidente.

O advogado Frederick Wassef, que atuava na defesa da família Bolsonaro, também foi citado na aproximação. Relatos divulgados na época indicaram que ele ajudou a conectar Kassio ao grupo político quando o desembargador ainda buscava uma vaga no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A escolha alimentou, entre aliados de Flávio, a expectativa de que a presença de um ministro alinhado ao grupo pudesse favorecer os interesses da família Bolsonaro em processos no Supremo. Críticos afirmaram que a nomeação poderia funcionar como uma forma de proteção ao senador.

A indicação também passou pelo senador Ciro Nogueira, do PP-PI, que participou da articulação para a aprovação no Senado. O movimento foi interpretado como parte da aproximação de Bolsonaro com partidos do chamado Centrão.

Durante a tramitação, Nunes Marques rejeitou a existência de “apadrinhamento”. Ele declarou que sua trajetória jurídica havia motivado a escolha e afirmou que exerceria o cargo com independência.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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