Jorginho Mello (PL) foi reeleito governador de Santa Catarina no primeiro turno, com 2.942.386 votos, equivalentes a 68,98% dos votos válidos. Gelson Merísio (PSB) terminou em segundo, com 668.021 votos (15,66%), seguido por João Rodrigues (PSD), que teve 569.263 votos (13,35%).
A candidatura vencedora foi formada pela coligação Fé no Trabalho e Pé na Tábua, integrada por PL, Podemos, Novo, Agir, Federação PSDB e Cidadania, Republicanos, Avante e Democracia Cristã. Adriano Silva (Novo), ex-prefeito de Joinville, foi eleito vice-governador.
Trajetória política
Natural de Ibicaré (SC), Jorginho dos Santos Mello tem 70 anos. Ele cursou Estudos Sociais na Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc) e se formou em Administração e Direito pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul).
Sua carreira política começou aos 18 anos, quando foi vereador de Herval d’Oeste pela Aliança Renovadora Nacional (Arena). Depois, exerceu quatro mandatos como deputado estadual, ocupou duas vezes uma cadeira na Câmara dos Deputados e também foi senador.
Durante a passagem pela Câmara, participou da aprovação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e das alterações no Supersimples. No Senado, apresentou o projeto que criou o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). Também presidiu a Assembleia Legislativa de Santa Catarina entre 2009 e 2010 e comandou o governo estadual interinamente em outubro de 2009.
Em 2022, Jorginho havia vencido o segundo turno com 2.983.949 votos (70,69% dos votos válidos), maior percentual entre os governadores eleitos naquele ano considerando as duas rodadas.
Para o novo mandato, o plano de governo prevê ampliar ações já realizadas sem comprometer o equilíbrio das contas públicas. Entre as propostas estão rodovias estaduais duplicadas e pavimentadas, fortalecimento dos portos, projetos ferroviários e medidas de prevenção a desastres naturais. O documento também cita a modernização das forças policiais, a redução das filas para exames e cirurgias eletivas, a expansão do ensino em tempo integral, crédito subsidiado para pequenas empresas e agricultores e repasses mais rápidos às 295 prefeituras catarinenses.








