Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Haddad cobra apoio para conquistar eleitores bolsonaristas em São Paulo

Em comício, candidato também criticou a situação fiscal do Estado e associou o Banco Master ao governo Jair Bolsonaro.

Haddad cobra apoio para conquistar eleitores bolsonaristas em São Paulo
Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

Fernando Haddad pediu aos apoiadores que tentem convencer parte dos eleitores de Jair Bolsonaro a mudar de voto na disputa pelo governo de São Paulo. Durante um comício em Diadema, o candidato do PT defendeu um esforço para conquistar “um a cada 10 bolsonaristas”.

Em outro comício, realizado em São José do Rio Preto neste sábado, 5, Haddad afirmou que poderá assumir o Estado sem caixa e com déficit orçamentário caso seja eleito. De acordo com o candidato, São Paulo tinha R$ 22 bilhões disponíveis no começo da atual gestão e agora conta com R$ 5 bilhões. O valor, segundo ele, seria suficiente para cobrir apenas uma semana de despesas.

Haddad disse que as contas paulistas permaneciam equilibradas desde o governo de Mário Covas, há cerca de três décadas. Ele usou a situação fiscal como uma das críticas à administração estadual. O tema também esteve entre os principais pontos de confronto com o governador Tarcísio de Freitas no primeiro debate na Band.

O candidato ainda questionou a gestão estadual nas áreas de educação, saúde e segurança pública. Afirmou que o ensino médio público de São Paulo caiu da terceira para a décima posição no ranking nacional durante a atual administração. Também declarou que as filas do Sistema Único de Saúde (SUS) aumentaram.

Ao falar sobre sua experiência na administração pública, Haddad citou sua passagem pela Prefeitura de São Paulo. Ele afirmou que assumiu o município com dívida de R$ 74 bilhões e o deixou com R$ 27 bilhões. “Eu nunca peguei moleza na vida pública”, declarou.

O ato em São José do Rio Preto teve a participação de Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à Presidência da República, e das candidatas ao Senado Federal pela chapa governista, Marina Silva e Simone Tebet.

Haddad também associou o desenvolvimento do Banco Master ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, a instituição e seu controlador, Daniel Vorcaro, “corromperam muita gente”. O candidato afirmou que o banco cresceu durante a gestão do presidente do Banco Central nomeado por Bolsonaro.

Ainda no comício, Haddad citou relações do Master com ex-ministros do governo Bolsonaro e mencionou repasses a políticos. Ele afirmou que três ministros, o presidente do Banco Central, o candidato ao governo de São Paulo e o candidato à Presidência da República tiveram contato com dinheiro do banco, classificação que chamou de máfia.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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