O governo vai se reunir nesta terça-feira com dirigentes de clubes para discutir os efeitos da medida assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sexta-feira (25). A conversa foi antecipada depois que as equipes reagiram à possibilidade de saída das empresas de apostas dos contratos de patrocínio.
O Fluminense está entre os clubes afetados. A equipe tem a Superbet como patrocinadora máster e já demonstrou preocupação com os contratos em vigor e com o planejamento financeiro diante da mudança.
Impacto nas receitas
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os acordos com casas de apostas respondem por uma parcela entre 4% e 10% da receita total dos clubes brasileiros. A média, segundo ele, é de 7%. O governo pretende ouvir os dirigentes antes de decidir se serão necessárias medidas de apoio.
A reunião também deve tratar de alternativas para o futebol brasileiro e dos impactos da nova regra. Paralelamente, o governo negocia um programa de financiamento para clubes e SAFs, com limite de até R$ 20 bilhões. A proposta permitiria substituir dívidas com custos mais altos por financiamentos de prazo ampliado e juros menores.
O programa ainda não foi formalizado. O desenho em discussão prevê prazo de até 20 anos e dois anos de carência. Os recursos poderiam pagar débitos trabalhistas, compromissos com a Receita Federal, INSS e FGTS, além de empréstimos bancários e investimentos na estrutura das categorias de base.
O financiamento não poderia bancar salários correntes, contratações de jogadores ou despesas rotineiras. A medida também não representaria perdão das dívidas: os clubes seguiriam obrigados a quitar os financiamentos contratados.








