Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
O Brasil em um ponto
Política

Flávio Bolsonaro nega financiamento de filme ligado ao caso Master

Senador rejeita acusação de que Daniel Vorcaro teria bancado cinebiografia de Jair Bolsonaro e enfrenta pressão política no Congresso.

Filme de Bolsonaro leva Master ao colo de Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou nesta quarta-feira (13) que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, tenha financiado o filme Dark Horse, cinebiografia internacional sobre Jair Bolsonaro (PL). A acusação se baseia em mensagens, áudios, comprovante bancário e tabela de pagamentos que apontariam uma negociação de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões à época.

Pelos documentos analisados, pelo menos US$ 10,6 milhões, equivalentes a cerca de R$ 61 milhões, teriam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025. Flávio afirmou que a informação é mentira e disse que o projeto foi custeado com recursos privados, sem ligação com o banqueiro.

Pressão sobre a pré-campanha

O episódio atinge a estratégia de Flávio, que vinha responsabilizando o governo Lula e o Banco Central pelos problemas do Master enquanto defendia a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o caso. A nova acusação desloca o debate para uma possível relação entre o senador e Vorcaro durante o período em que o banco enfrentava pressão regulatória.

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) já havia associado o entorno da pré-campanha ao caso ao citar Marcello Lopes, publicitário responsável pela comunicação de Flávio. Ela afirmou que Lopes foi estrategista de um plano contratado por Vorcaro para atacar o Banco Central e criticou o senador por defender uma CPMI sem agir no Congresso.

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) declarou que pedirá à Polícia Federal a prisão preventiva de Flávio e ao Supremo Tribunal Federal o bloqueio de bens do senador e do PL. Pedro Uczai (PT-SC), líder da bancada do PT na Câmara, disse que pretende solicitar ao STF a abertura de inquérito sobre a relação entre Flávio e Vorcaro.

O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou que o caso não atingirá a pré-campanha, classificou a expressão “BolsoMaster” como eleitoreira e disse não haver comprovação de envolvimento de políticos de direita. Ele também declarou que seria ruim manter Ciro Nogueira (PP-PI) no palanque caso fosse comprovada participação do ex-ministro no caso. Flávio já havia citado Ciro como possível vice, e Valdemar Costa Neto reafirmou essa possibilidade nesta quarta-feira (13).

Repercussão política

As liquidações do Master e da Reag afetaram cerca de 1,6 milhão de clientes. O conjunto formado por Master e Will Bank tem rombo estimado em R$ 47,3 bilhões.

A produção de Dark Horse também envolve referências a Eduardo Bolsonaro, Mario Frias e intermediários. O fundo Havengate Development Fund LP, no Texas, aparece ligado ao projeto e associado a Paulo Calixto, advogado de Eduardo. Mensagens mencionam ainda Mario Frias e outros participantes das tratativas.

Uma manifestação está prevista para 29 de maio, em Curitiba, durante a festa de aniversário do deputado federal Filipe Barros (PL-PR), no Clube Curitibano. Flávio é esperado no evento, que entrou na mira de movimentos progressistas por causa de faixas com a expressão “BolsoMaster”.

A acusação não condena Flávio Bolsonaro, que nega a ligação com Vorcaro. O caso, porém, amplia a pressão sobre a pré-candidatura do senador e sobre aliados que trabalham para viabilizar sua candidatura à Presidência em 2026.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5