Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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FLA quer interlocução com a Turquia e mantém contatos com força russa no Mali

Grupo separatista tuaregue afirma buscar uma saída política para o conflito e rejeita transformar Azawad em campo de disputa entre potências.

FLA quer interlocução com a Turquia e mantém contatos com força russa no Mali

A Frente de Libertação de Azawad (FLA) informou que mantém contatos diretos com o Africa Corps, destacamento militar da Rússia, enquanto tenta abrir um canal político com a Turquia para tratar da crise no Mali. O porta-voz do grupo, Mohamed Elmaouloud Ramadane, afirmou que a influência turca no país fez de Ancara um ator central na região.

A FLA participa de uma ofensiva contra o governo malinês em coordenação com o Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), aliança de grupos armados alinhada à Al-Qaeda. As duas organizações assumiram cidades e bases militares, impuseram um bloqueio a Bamaco e mataram, em abril, o ministro da Defesa, Sadio Camara.

Objetivos diferentes na ofensiva

Embora atuem juntas contra o governo, as organizações têm projetos distintos. O JNIM busca derrubar o governo central, enquanto a FLA defende a criação de um Estado tuaregue autônomo no nordeste do Mali, região que os separatistas reivindicam para a fundação de Azawad.

A ofensiva de abril também expôs a fragilidade da parceria militar entre o governo de Assimi Goïta e Moscou. Após a substituição das alianças anteriores com países ocidentais por uma cooperação estreita com a Rússia, integrantes do Africa Corps deixaram Kidal antes da tomada da cidade pela FLA.

Ramadane disse que o nordeste do Mali não deve se transformar em cenário de uma guerra por procuração entre potências estrangeiras. Ele afirmou que a FLA continuará defendendo o diálogo com a Turquia, apesar do aprofundamento das relações diplomáticas, econômicas e militares de Ancara com Bamaco na última década.

O porta-voz criticou a venda de drones à junta militar malinês e alegou que as aeronaves provocaram mortes de civis em Azawad. “Não pedimos à Turquia que rompa suas relações com a junta militar”, declarou.

A FLA, segundo Ramadane, não pretende pedir apoio militar turco nem substituir um patrocinador estrangeiro por outro. A expectativa é que Ancara compreenda o conflito além da perspectiva das autoridades de Bamaco e considere seu possível papel em um acordo político. “Pedimos, antes de tudo, que escute e compreenda”, afirmou.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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