O deputado federal Filipe Barros (PL), pré-candidato ao Senado pelo Paraná, afirmou que o contrato e a prestação de contas do filme Dark Horse devem ser divulgados nas próximas semanas. A nova previsão foi apresentada no mesmo dia em que terminava o prazo anunciado por Flávio Bolsonaro para tornar públicos os documentos sobre o negócio, estimado em até R$ 134 milhões, com recursos do banqueiro Daniel Vorcaro.
Barros não informou que o prazo chegava ao fim naquela data. Ao ser questionado sobre o financiamento, voltou a sustentar que os recursos correspondem a um investimento privado. O deputado também afirmou que Flávio Bolsonaro é seu “plano A, B e C” para a Presidência da República.
“Eu confio na palavra do Flávio”, disse Barros. Ele declarou ser amigo da família Bolsonaro há oito anos e reconheceu que não viu o contrato, embora tenha conversado com pessoas que tiveram acesso ao documento. Também afirmou nunca ter mantido contato com Vorcaro.
Investigação no Supremo
O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal. Na segunda-feira (22), a Procuradoria-Geral da República defendeu que o pedido para investigar os repasses destinados ao filme fique sob a relatoria do ministro André Mendonça, responsável pelos processos relacionados ao caso Master na Corte.
A solicitação de apuração foi apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), após revelações sobre os recursos usados na produção cinematográfica.
Atuação sobre o Banco Master
Antes da discussão sobre Dark Horse, Barros já havia apresentado iniciativas na Câmara dos Deputados relacionadas ao futuro do Banco Master, controlado por Vorcaro. Ele acionou a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN) em medidas dirigidas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ao Banco Central e à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).
Em novembro de 2024, o deputado apresentou um projeto para elevar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A proposta, semelhante à chamada “Emenda Master”, apresentada antes pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), foi retirada de tramitação em fevereiro de 2025.
Barros assumiu a presidência da CREDN depois do afastamento de Eduardo Bolsonaro. Em 21 de março de 2025, após deixar o comando da comissão, Eduardo Bolsonaro afirmou que continuaria influenciando os trabalhos do colegiado por meio do deputado paranaense.
Procurado sobre a nova previsão, Flávio Bolsonaro não havia respondido até o fechamento. A assessoria de Filipe Barros informou que o deputado apenas reproduziu informações recebidas do senador.







