Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Estudo avalia diesel com 25% de biodiesel e impactos em veículos pesados

Pesquisa do governo acompanha ônibus em circulação e analisa consumo, desempenho, manutenção e compatibilidade de componentes.

Estudo avalia diesel com 25% de biodiesel e impactos em veículos pesados

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação realiza, em parceria com o Instituto Nacional de Tecnologia (INT), um estudo para avaliar o uso de diesel comercial com 25% de biodiesel, mistura identificada como B25. A proposta reduz a participação do combustível de origem fóssil e, segundo o ministério, busca diminuir a emissão de gases poluentes por veículos comerciais.

Os testes acompanham uma frota de ônibus em circulação, em condições reais de uso. A análise considera consumo, potência do motor, eficiência e vida útil dos filtros de combustível, além do desempenho dos veículos abastecidos com a nova mistura.

A pesquisa também verifica a compatibilidade de materiais, peças e componentes automotivos que têm contato com combustíveis. O trabalho inclui a E35, formada por 35% de etanol e 65% de gasolina.

Cuidados com armazenamento

Para Andre Garcia, gerente Executivo de Estratégia e Gestão de Produto da Unidade de Motores da Cummins e especialista em motores a diesel, os efeitos do aumento do biodiesel dependem de como os fabricantes projetaram e validaram os motores e os sistemas de combustível.

Garcia afirma que a maior preocupação está nas condições de distribuição e armazenamento do combustível. O biodiesel tem propriedades diferentes das do diesel de petróleo e pode atrair umidade do ar. Quando há exposição à umidade ou contato com água, uma concentração maior do biocombustível pode facilitar a incorporação de água à mistura. Esse processo pode causar corrosão, oxidação de componentes e falhas em determinadas situações.

Por ter origem vegetal ou animal, o biodiesel também pode favorecer o desenvolvimento de microrganismos quando fica armazenado na presença de água. A contaminação pode modificar as características do combustível, inclusive sua acidez, e contribuir para a degradação do diesel e de componentes do sistema.

“Além do acondicionamento adequado, é importante garantir uma boa rotatividade dos estoques”, diz Garcia.

O especialista recomenda atenção ao armazenamento e ao acondicionamento do combustível usado por caminhões, ônibus, picapes, vans, máquinas agrícolas e equipamentos de construção e mineração. A exposição à água, a contaminação microbiológica e a oxidação estão entre os mecanismos que podem degradar o produto, especialmente quando as boas práticas não são seguidas ou o diesel permanece armazenado por muito tempo.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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