Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Esposa de Rodrigo Bacellar relata falta de ventilador e banho com caneco em presídio

Manoella Duarte afirma que o ex-deputado está com marcas de algema e enfrenta restrições médicas na Penitenciária Federal de Mossoró.

Esposa de Rodrigo Bacellar relata falta de ventilador e banho com caneco em presídio

Manoella Duarte, mulher do ex-deputado estadual do Rio Rodrigo Bacellar, afirmou que ele enfrenta condições inadequadas na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Segundo ela, o marido está na unidade desde julho, sem ventilador na cela e tomando banho com um caneco.

Em uma postagem publicada nesta segunda-feira, Duarte disse que encontrou Bacellar na última quinta-feira, depois de dois meses sem vê-lo. Ela relatou que ele estava com marcas de algema no corpo, com o dedo do pé inflamado e que teria colocado o pé em comida quente para aliviar a dor.

“Ele me relatou que toma banho usando um caneco. Que não tem ventilador na cela”, escreveu a empresária.

Reclamações sobre atendimento

Duarte afirmou que, embora a unidade tenha atendimento médico, existem restrições à entrada dos medicamentos prescritos pelos profissionais que acompanham Bacellar. Na avaliação dela, isso afeta a saúde física e psicológica do ex-deputado.

Ela também declarou que Bacellar não consegue usufruir do banho de sol porque os horários são divididos entre facções e milícias. A mulher disse que ele não faz e nunca fez parte de nenhum desses grupos.

Na postagem, Duarte afirmou que não pretendia discutir o processo, as acusações ou as investigações. Disse que Bacellar é preso provisório, não foi julgado nem condenado, e pediu água, ventilador e atendimento médico adequado.

Prisões e investigação

Bacellar está preso em Mossoró após um desdobramento da operação Unha e Carne, da Polícia Federal. Entre março e julho, ele ficou no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio.

A primeira prisão preventiva ocorreu em dezembro do ano passado, na primeira fase da operação. A suspeita da Polícia Federal é que Bacellar tenha vazado a Operação Zargun para o então deputado TH Jóias, preso em setembro sob suspeita de usar o mandato para favorecer o Comando Vermelho. A hipótese é que o vazamento tenha permitido a destruição de provas.

Ainda em dezembro, o plenário da Assembleia Legislativa do Rio revogou a prisão preventiva. Bacellar deixou a presidência e passou a usar tornozeleira eletrônica. No fim de março, voltou a ser preso por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, depois que o Tribunal Superior Eleitoral cassou seu mandato.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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