Aliados de Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a campanha presidencial precisará ampliar o contato com os eleitores e acelerar as atividades antes do primeiro turno. A avaliação ocorreu após a pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (7), que apontou empate entre Lula e Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno: 41% das intenções de voto para cada um.
O presidente havia registrado 42% na pesquisa de 2 de setembro e oscilou para 41%. Flávio manteve o percentual. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Lula também apareceu em empate técnico com Ronaldo Caiado e Augusto Cury.
Um interlocutor do PT afirmou que o resultado “demonstra a necessidade de fazer muito mais na campanha” e de falar “com muito mais gente”. A estratégia prevista é deixar mais claras as diferenças entre os projetos e reforçar o contraste entre os governos de Lula e um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
Avaliações no PT e estratégia da oposição
O deputado Reginaldo Lopes disse que a estratégia deve mudar, embora tenha classificado os dados como “conjunturais”. Rogério Correia defendeu o reforço de temas como democracia, soberania e direitos. Ele também considerou positiva a estabilidade de Lula diante da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal e da tentativa da oposição de associar o caso ao presidente.
A avaliação interna do PT é que Flávio está em tendência de recuperação, enquanto Lula perde apoio popular. A campanha do senador, por sua vez, não prevê alterações e pretende manter economia, segurança pública e a crise do STF no centro do discurso.
Em ato político de 7 de Setembro, na Avenida Paulista, Flávio voltou a criticar Alexandre de Moraes e associou o ministro a Lula. “Quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes”, afirmou. O candidato do PL também falou em um “consórcio” entre Lula e Moraes e prometeu trabalhar para “resgatar a credibilidade” do Supremo se for eleito.
A crise envolve documentos de uma investigação sobre o Banco Master. André Mendonça retirou o sigilo do material, que reúne mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro a um interlocutor apontado pela Polícia Federal como Alexandre de Moraes. As mensagens mencionam pedidos relacionados às investigações contra o banco e possíveis atuações junto a Andrei Rodrigues e Paulo Gonet.
Mendonça afirmou que os elementos devem ser analisados pelo plenário do STF, que poderá avaliar uma investigação envolvendo Moraes. Edson Fachin decidirá se e quando o caso será levado ao colegiado.
No primeiro turno, a pesquisa mostra Lula com 36% e Flávio com 29%. A rejeição é de 55% para o senador e 53% para Lula. A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 3 e 6 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.








