Um clima de desconforto teria se instalado na Globo durante a cobertura das eleições de 2026. Jornalistas da emissora procuraram a direção para reclamar de críticas públicas feitas por artistas ligados ao setor de entretenimento, após as sabatinas com Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
As manifestações ganharam força nas redes sociais e questionaram a condução das entrevistas e os temas relacionados aos dois candidatos. Entre os casos levados à direção está o de Paulo Vieira, que criticou a atuação de César Tralli e Renata Vasconcellos depois da sabatina de Flávio Bolsonaro no Jornal Nacional, no fim de agosto.
“Ao entrevistar um mentiroso, se não interromper a mentira e dizer a verdade de imediato, vira desserviço”, escreveu Vieira. Ele também questionou a ausência de perguntas sobre soberania nacional e tarifaço para Lula. Outras publicações do humorista sobre a cobertura eleitoral da Globo também teriam sido encaminhadas à direção.
Manifestações nas redes sociais
O episódio envolveu ainda Sergio Guizé, que compartilhou uma publicação com questionamentos aos critérios do Jornal Nacional em notícias relacionadas a Lula e Flávio Bolsonaro. Publicações associadas a Sophie Charlotte e José de Abreu, com críticas ao telejornal, também foram citadas nas queixas apresentadas à direção.
Os jornalistas teriam argumentado que as manifestações públicas contribuem para criar um ambiente hostil contra a própria emissora e ampliam os ataques aos profissionais do jornalismo. A situação teria provocado desconforto entre os setores de jornalismo e entretenimento.
Mesmo com o episódio, os artistas da Globo mantêm liberdade contratual para expressar opiniões políticas nas redes sociais. A orientação da empresa é que eles não participem de propagandas oficiais de candidatos. Situações consideradas excessivas podem ser avaliadas internamente.








