Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
O Brasil em um ponto
Política

Campanhas podem desequilibrar disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro

Em uma eleição equilibrada, desidratação de candidatos, indecisos e abstenção podem influenciar o resultado, avalia a Eurasia Group.

Campanhas podem desequilibrar disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro
Foto: Pedro Kirilos/Wilton Junior/Estadão

A qualidade das campanhas eleitorais pode desequilibrar a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, em um cenário de empate técnico nas simulações de segundo turno. A avaliação é da Eurasia Group, que aponta três fatores estatísticos com potencial de alterar o resultado: a perda de força dos demais candidatos, o comportamento dos eleitores indecisos e a abstenção.

Em eleições normalmente marcadas por fatores estruturais, como a aprovação do governo, a campanha costuma ter peso secundário. Desta vez, porém, esses indicadores apontam para uma disputa praticamente equilibrada. Com margens menores entre os candidatos, debates, entrevistas e peças de propaganda podem exercer influência maior.

Flávio Bolsonaro tem apresentado mensagens concentradas em três temas: a construção de sua imagem como uma versão mais jovem e moderna do pai, o medo do crime e a responsabilização de Lula pelo custo de vida. Segurança pública e endividamento são apontados como assuntos capazes de aproximar o senador dos eleitores.

O contexto também tem favorecido Flávio. A crise no Supremo alimenta o desejo de mudança, enquanto as conexões do senador com Daniel Vorcaro e os escândalos envolvendo aliados e colegas de partido continuam no noticiário.

Dificuldades e reação de Lula

Lula, por outro lado, tem apresentado programas do governo, como o Desenrola e o Pé-de-Meia, mas ainda não teria conseguido transmitir uma visão clara de futuro. A campanha também não investiu, até agora, em materiais de forte apelo emocional para defender a redução da jornada de trabalho.

Ronaldo Caiado manteve o nome no radar por meio de peças tradicionais, mas não conseguiu se diferenciar nem despertar curiosidade entre os eleitores. A aparição de Augusto Cury no início da campanha pode ter interrompido seu crescimento. Renan Santos também é citado entre os nomes com chances cada vez mais remotas de surpreender.

A liderança de Flávio nas pesquisas não pode ser prevista com segurança, porque as campanhas ainda podem mudar. Entre os pontos de atenção estão eventuais ataques contra o senador e novas iniciativas do governo após o reajuste-surpresa do Bolsa Família.

Restrições a apostas virtuais e um pacote contra o endividamento das famílias estão entre as medidas consideradas por Lula. Essas ações podem deslocar o debate da crise no Supremo para temas nos quais o presidente tem mais força.

A capacidade do governo de tomar medidas e definir a agenda mantém a eleição em aberto. O favoritismo de Lula, segundo a análise, depende cada vez mais de uma reação com medidas de impacto e de uma campanha mais eficaz.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5