Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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AfD vence na Saxônia-Anhalt e tenta formar primeiro governo estadual na Alemanha

Partido obteve 43,8% dos votos, mas precisa de alianças para alcançar a maioria e eleger Ulrich Siegmund governador do Estado.

AfD vence na Saxônia-Anhalt e tenta formar primeiro governo estadual na Alemanha
Foto: Ronny Hartmann/Afp

A Alternativa para a Alemanha (AfD) venceu a eleição na Saxônia-Anhalt com 43,8% dos votos e conquistou a maior bancada do parlamento estadual. O resultado abriu a possibilidade de Ulrich Siegmund se tornar o primeiro governador ligado à direita populista na Alemanha desde o pós-Guerra, mas a formação do governo ainda depende de alianças.

A AfD terá 39 cadeiras, enquanto são necessárias 42 para obter maioria e eleger Siegmund sem o apoio de outros partidos. Como o governador não é escolhido diretamente pelos eleitores, os partidos que formam o governo estadual precisam construir uma maioria e depois eleger o chefe do Executivo, chamado de Ministerpräsident.

Siegmund afirmou, em um evento da AfD em Magdeburg, que a vitória regional teria impacto sobre o país. “Nós vamos trazer nosso país de volta começando pela Saxônia-Anhalt. Isso vai balançar toda a Alemanha”, disse.

Imigração e plano de governo

A imigração foi um dos temas centrais da campanha. Durante a crise de 2015, cerca de 34 mil pessoas pediram asilo na Saxônia-Anhalt, o equivalente a cerca de 1,5% da população local na época. Segundo o Ministério do Trabalho, Assuntos Sociais e Integração do Estado, foi o maior número de pedidos já registrado na região.

O programa da AfD prevê uma operação de deportação financiada com cerca de 100 milhões de euros. A medida envolveria os ministros do Interior e da Justiça, além de voos fretados a partir da região. A prioridade inicial seria a retirada de estrangeiros considerados criminosos ou classificados como indivíduos que representam risco.

O plano também prevê sanções e cortes de verbas para funcionários e organizações que auxiliem estrangeiros com pedidos de asilo negados. O documento propõe ainda um processo para retirar a Saxônia-Anhalt da rede pública regional de radiodifusão, sob a justificativa de preocupação com a desinformação.

Entre outras propostas, a AfD quer autorizar o ensino domiciliar, que atualmente não é permitido na Alemanha, e impedir que escolas hasteiem oficialmente a bandeira arco-íris. O partido afirma que o símbolo representa a desvalorização da família e defende o hasteamento da bandeira nacional.

A legenda também se opõe ao uso de dinheiro dos contribuintes para financiar a Ucrânia e defende a suspensão das sanções contra a Rússia. Essa decisão, no entanto, é tomada no nível federal alemão.

Negociações para formar o governo

A CDU tem 15 cadeiras, enquanto Die Linke, Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) e Partido Verde têm 8 assentos cada. O BSW, ligado à ex-diretora do Die Linke Sahra Wagenknecht, conquistou 5 cadeiras após alcançar o mínimo de 5% dos votos exigido para entrar no parlamento estadual.

Entre as possibilidades discutidas estão um acordo entre a União Democrata-Cristã (CDU) e o Die Linke ou uma cooperação de partidos menores com a AfD. Também é cogitado que o BSW apoie a legenda de extrema direita em pontos específicos, embora a candidata local Claudia Wittig tenha reconhecido diferenças ideológicas entre os grupos.

A eleição colocou em debate o chamado Brandmauer, princípio de não colaboração com a extrema direita. Siegmund, porém, disse que a AfD não pretende abandonar suas posições para formar coalizões.

A legenda foi criada em 2013. Os deputados devem se apresentar ao parlamento até 30 dias após a eleição. A primeira sessão pode ocorrer, no máximo, até 6 de outubro, quando começam as negociações para a escolha do novo governador.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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