Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Rússia realiza eleição parlamentar em meio à guerra com a Ucrânia

Pleito para a Duma Estatal ocorre de 18 a 20 de setembro, com 20.707 assentos e cargos eletivos em disputa.

Rússia realiza eleição parlamentar em meio à guerra com a Ucrânia

Milhões de russos participam da primeira eleição parlamentar realizada desde o início do conflito com a Ucrânia, em fevereiro de 2022. A votação para a Duma Estatal, câmara baixa do Parlamento russo, acontece entre 18 e 20 de setembro. Também são escolhidos dirigentes de oito regiões do país. Ao todo, 20.707 assentos parlamentares e cargos eletivos estão em disputa.

Em pronunciamento televisionado, o presidente Vladimir Putin apresentou a eleição como uma medida do apoio à operação militar especial e afirmou que a escolha dos eleitores “demonstrará mais uma vez que milhões de pessoas apoiam nossos soldados”. Putin também definiu o pleito parlamentar como o acontecimento político interno mais importante da Rússia.

Rustam Shokhmurod, chefe de um grupo internacional de observadores da Assembleia Parlamentar da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), afirmou que a estrutura mobilizada para as eleições demonstra o interesse na condução do processo. Ele citou a participação de voluntários e o trabalho voltado à realização de eleições transparentes e em conformidade com a lei.

Votação remota

A presidente da Comissão Eleitoral Central da Rússia (CEC), Ella Pamfilova, declarou neste sábado (19) que não foram registradas falhas técnicas no sistema de votação remota capazes de afetar o andamento do pleito. A modalidade é usada em 33 regiões.

Uma falha ocorreu na votação eletrônica de Moscou em 18 de setembro. Olga Kirillova, presidente da Comissão Eleitoral da Cidade de Moscou, disse que o problema pode ter relação com ataques de hackers.

Críticas da União Europeia

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, rejeitou o apelo da chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, para que o bloco não reconheça as eleições. Zakharova afirmou que Kallas há muito perdeu reconhecimento dentro da própria União Europeia.

Valentina Matvienko, presidente da câmara alta do Parlamento russo, minimizou as críticas ocidentais às eleições parlamentares e regionais. Para ela, as manifestações não têm importância para a Rússia, enquanto o pleito representa uma oportunidade para os cidadãos exercerem o direito constitucional e demonstrarem sua posição cívica.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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