A revista alemã Der Stern destacou a presença da família Bolsonaro na política brasileira antes do primeiro turno da eleição entre Lula e Flávio Bolsonaro. A publicação comparou o grupo à família Trump e afirmou que a dimensão alcançada pelo clã não encontra paralelo em outras partes do mundo.
A reportagem informa que 18 pessoas com o sobrenome Bolsonaro disputariam as eleições em 4 de outubro. O grupo principal inclui Michelle Bolsonaro, candidata ao Senado Federal; Renato Bolsonaro, irmão de Jair Bolsonaro e candidato a deputado federal; além de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, Carlos Bolsonaro, que disputa uma vaga no Senado, e Jair Renan, candidato a deputado federal. Eduardo Bolsonaro também é citado. Deputado federal cassado e condenado à prisão por tentar coagir a Justiça, ele vive nos Estados Unidos e mantém contato com aliados de Donald Trump.
A revista afirma que a participação política alcança praticamente todos os integrantes da família, com exceção de Laura, de 15 anos. Outros dez candidatos usam o nome Bolsonaro sem ter vínculo de parentesco, em busca de maior visibilidade eleitoral.
Comparações e críticas
A socióloga Débora Messenberg Guimarães, da Universidade de Brasília, afirmou que famílias como Le Pen e Bush atuam em escala menor. Para ela, oito integrantes de uma mesma família concorrerem em uma eleição pode representar um recorde mundial.
A Der Stern também relembrou a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e o cumprimento de prisão domiciliar. A publicação mencionou investigações envolvendo Flávio Bolsonaro e suspeitas de ligação de integrantes do grupo com organizações criminosas, associando esses elementos ao apelido “Familícia”.
A revista criticou a trajetória política de Flávio Bolsonaro e comparou sua imagem de opositor do sistema às de Donald Trump e Javier Milei. Também contrastou os caminhos de Lula e Flávio: o primeiro teria passado de trabalhador de fábrica a presidente, enquanto o segundo teria saído de filho de presidente a candidato à Presidência.
Segundo a publicação, Michelle Bolsonaro teria chances maiores na disputa presidencial, mas foi deixada em segundo plano pela postura sexista mantida pelo próprio clã.








