O Brasil deve alcançar 64,8 bilhões de ovos produzidos em 2026, alta de 4,1% em relação a 2025, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A previsão mantém o país em uma sequência de 29º ano consecutivo de crescimento no setor.
O consumo por habitante também deve aumentar, passando de 288 para 301 ovos por brasileiro. Com a expansão do mercado, as granjas buscam elevar a eficiência por meio de dietas formuladas de acordo com as necessidades das aves em cada etapa da vida.
A nutrição de precisão reúne estratégias como o equilíbrio entre aminoácidos, vitaminas e minerais, além do uso de enzimas para melhorar a digestibilidade. Minerais orgânicos também são aplicados para ampliar o aproveitamento dos nutrientes e reduzir a excreção. A saúde intestinal é outra frente considerada na formulação das dietas.
“A nutrição tem papel fundamental para que o crescimento da produção de ovos aconteça de forma mais sustentável e com qualidade”, disse Luciana Ferreira Campos, médica-veterinária e gerente de produtos para varejo da Guabi Nutrição e Saúde Animal.
Na fase de produção, cálcio, fósforo, vitamina D e microminerais são importantes para a formação e a qualidade da casca. As temperaturas elevadas exigem atenção porque o estresse térmico pode diminuir o consumo de ração e prejudicar a formação dos ovos.
O setor também avança na nutrigenômica, área que analisa como nutrientes e compostos bioativos podem influenciar a expressão dos genes. Para Luciana, a alimentação pode ajudar a ave a expressar seu potencial genético, mantendo saúde, longevidade e regularidade produtiva ao longo do ciclo. O desafio é acompanhar a demanda sem perder eficiência.








