Uma nova análise sísmica indica que futuros megaterremotos na costa oeste dos Estados Unidos podem ser mais intensos do que estimativas anteriores. O estudo identificou que a placa tectônica de Juan de Fuca está mais próxima da superfície no Oregon, dentro da zona de subducção de Cascadia, capaz de produzir terremotos de magnitude 9.
A interface entre as placas estaria a cerca de 20 quilômetros de profundidade perto da costa, aproximadamente 5 quilômetros mais rasa do que se estimava. A avaliação é de Erin Wirth, sismóloga do Serviço Geológico dos EUA.
Segundo Wirth, essa diferença pode elevar a aceleração máxima estimada do solo nos megaterremotos de Cascadia em aproximadamente 9 a 17%. Tremores originados em menor profundidade tendem a produzir efeitos mais fortes na superfície porque a energia sísmica percorre uma distância menor e se dissipa menos antes de chegar ao solo.
Bacia sedimentar pode ampliar vibrações
Os pesquisadores também identificaram uma bacia sedimentar profunda sob Tillamook, no Oregon. A formação contém uma camada de sedimentos que pode amplificar as ondas sísmicas durante um terremoto.
Wirth afirmou que bacias sedimentares podem aumentar a vibração do solo e citou a Bacia de Seattle como uma área do noroeste do Pacífico em que esse efeito já foi estudado. Para a pesquisadora, identificar a presença e a espessura da camada permite calcular com mais precisão como o solo pode se comportar em terremotos futuros.








