O piloto indiano Smit Machchhar falou pela primeira vez sobre o ataque a facadas cometido pelo copiloto durante um voo da Flydubai com destino a Israel. Em recuperação em um hospital de Abu Dhabi, ele afirmou ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, que decidiu reagir para impedir novas mortes.
A conversa por vídeo foi publicada nas redes sociais de Modi e exibida pela televisão indiana. Com a cabeça enfaixada e tubos no nariz, Machchhar contou que estava ferido e havia caído quando percebeu que precisava se levantar para evitar que os passageiros perdessem a vida.
O voo partiu de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, na manhã de quarta-feira (30), com destino a Tel Aviv, em Israel. Quando a aeronave se aproximava do espaço aéreo israelense, o copiloto atacou o comandante. Mesmo machucado, Machchhar conseguiu destrancar a porta da cabine de comando, permitindo que passageiros entrassem e ajudassem a conter o agressor.
“De alguma forma, consegui abrir a porta”, afirmou o piloto ao relembrar o momento em que estava no chão e sentia que o avião estava despencando. Outros dois pilotos da companhia estabilizaram o Boeing 737, que fazia uma descida acentuada.
Recuperação
Três dias após o episódio, Machchhar permanece em observação em Abu Dhabi. Ele disse que tenta encarar os ferimentos como uma recuperação gradual, e não apenas como um problema físico.
“Eu estou olhando para isso como uma jornada que está indo devagar e vai levar tempo”, declarou. O piloto afirmou ainda estar confiante de que voltará a ficar bem e saudável.
O caso ganhou repercussão depois que vídeos do confronto circularam nas redes sociais. Durante o ataque, a aeronave ficou temporariamente sem controle e caiu cerca de 4.300 metros em aproximadamente 30 segundos.








