INÍRIDA — O brasileiro Márcio Uebel Hübner, apontado como piloto a serviço do tráfico de drogas na Colômbia, morreu após ser infectado pela bactéria conhecida popularmente como “come-carne”. Ele foi levado por desconhecidos a um hospital de Inírida, no departamento de Guainía, onde acabou preso depois de ser identificado durante o atendimento.
A infecção provocou fasciíte necrosante, doença em que microrganismos liberam toxinas capazes de destruir tecidos vivos e causar necrose. Hübner morreu cinco dias depois de ser detido na unidade de saúde.
Procurado no Brasil
A Justiça brasileira procurava o piloto desde 2022. Em um pouso forçado em Jales, no interior de São Paulo, a aeronave que ele conduzia transportava 656 kg de cocaína. Hübner e outro homem que estava com ele deixaram o local antes da chegada da polícia.
A ordem de prisão foi expedida pela Justiça Federal no Brasil em junho de 2022 e renovada este ano pela Justiça Federal de Jales. Depois de fugir, Hübner se refugiou na selva colombiana e passou a atuar para Ivan “Mordisco”, identificado como Néstor Gregorio Vera Fernández.
Hübner era considerado piloto de confiança de Ivan e operava no chamado “corredor da selva”, na região de fronteira entre Brasil, Venezuela e Colômbia. A área tem pistas de pouso clandestinas e laboratórios de processamento de cocaína em meio à floresta.
Líder guerrilheiro
Néstor Gregorio Vera Fernández é apresentado como líder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Ele entrou no grupo como franco-atirador e especialista em explosivos e depois chegou ao comando do estado-maior da guerrilha.
O governo colombiano oferece aproximadamente US$ 1,5 milhão (R$ 7,6 milhões) por informações que levem à captura de Ivan “Mordisco”, vivo ou morto. Ele é associado ao uso de drones com explosivos em assassinatos de policiais e massacres de civis.








