O deputado republicano Thomas Massie apresentou um pedido de impeachment contra o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, por sua atuação nas operações militares contra o Irã. Ele afirma que Hegseth manteve hostilidades sem autorização do Congresso e desrespeitou regras que limitam o uso das Forças Armadas pelo Executivo.
A proposta foi apresentada no plenário da Câmara dos Representantes por meio de um procedimento que permite pressionar pela análise e por uma votação. Como a Casa é controlada pelo Partido Republicano, a iniciativa enfrenta dificuldades para avançar, mas pode obrigar os parlamentares a registrar publicamente sua posição sobre a permanência de Hegseth no cargo.
Acusações contra Hegseth
O pedido reúne oito acusações. As três primeiras estão relacionadas à guerra no Irã: participação em um conflito sem declaração de guerra, desconsideração de uma determinação do Congresso para retirar forças norte-americanas e continuidade das operações além do prazo previsto na legislação.
Massie sustenta que Hegseth violou três dispositivos da Resolução dos Poderes de Guerra de 1973. “Por participar de hostilidades no Irã por mais de 90 dias sem autorização do Congresso, o secretário Hegseth está infringindo a lei e deve ser responsabilizado”, afirmou o deputado em comunicado divulgado por seu gabinete.
As demais acusações incluem a suposta negligência de normas destinadas a reduzir mortes de civis e a substituição de operações de fiscalização marítima por ataques contra embarcações suspeitas de transportar drogas. O pedido também afirma que o Departamento de Defesa foi usado para retaliar contra o senador democrata Mark Kelly, que havia questionado a legalidade de ordens militares do governo dos Estados Unidos.
Massie ainda acusa Hegseth de participar da operação que sequestrou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, sem base constitucional ou autorização legal. A última acusação trata das operações militares norte-americanas no Iêmen, iniciadas, segundo o deputado, sem aval do Congresso ou ameaça iminente ao território dos Estados Unidos.
Defesa do Pentágono
O secretário de imprensa do Pentágono, Kingsley Wilson, não respondeu diretamente às acusações, mas defendeu a gestão de Hegseth. Ele chamou o secretário de “líder transformador” e disse que o departamento continua alinhado à sua orientação.









