O Kremlin anunciou a suspensão dos ataques contra Kiev por 72 horas, a partir da meia-noite de sábado, durante a visita dos enviados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A medida foi determinada pelo presidente russo, Vladimir Putin, e ocorre enquanto Washington tenta retomar as negociações para pôr fim à guerra.
A decisão russa foi divulgada após a chegada de Witkoff e Kushner a Moscou. O Kremlin informou que a pausa está ligada à preparação e à realização dos contatos dos representantes americanos em Kiev. Depois dos encontros na capital russa, os dois têm reuniões previstas com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, neste domingo (6/9).
Proposta ucraniana
Zelensky afirmou neste sábado (5/9) que Kiev está disposta a interromper os ataques aéreos contra Moscou até segunda-feira (7/9). A iniciativa, segundo o presidente ucraniano, valeria durante o período de negociações e teria como objetivo criar condições de segurança para a missão diplomática americana entre Moscou e Kiev.
Em uma publicação nas redes sociais, Zelensky disse ter conversado com os representantes de Trump e afirmou que eles já haviam começado os contatos com o lado russo. A proposta amplia uma iniciativa apresentada na sexta-feira (4/9), quando o presidente ucraniano defendeu a suspensão dos ataques aéreos durante a passagem dos negociadores americanos e pediu que Moscou adotasse a mesma medida.
A Ucrânia vinculou a interrupção dos ataques à adoção de uma ação equivalente pela Rússia. Apesar dos anúncios de pausa, as ofensivas continuaram em outras áreas da Ucrânia. Ao menos cinco pessoas morreram em ataques russos neste sábado.








