Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Executivo da Microsoft defende padrões de segurança para IA apesar da rivalidade com a China

Mustafa Suleyman afirma que Estados Unidos devem criar salvaguardas próprias e manter humanos no controle dos sistemas de inteligência artificial.

Executivo da Microsoft defende padrões de segurança para IA apesar da rivalidade com a China

Mustafa Suleyman, chefe de inteligência artificial da Microsoft, defendeu que Estados Unidos e China adotem padrões capazes de reduzir riscos associados aos sistemas de inteligência artificial. Para o executivo, a disputa tecnológica entre os dois países não deve servir para adiar medidas de segurança nos Estados Unidos.

A declaração foi dada ao programa Fareed Zakaria GPS, da CNN. Suleyman afirmou que os desenvolvedores precisam estabelecer limites claros para os modelos e definir objetivos restritos por princípios voltados ao controle humano.

Na avaliação dele, regras comuns podem criar parâmetros mínimos de segurança sem necessariamente diminuir o ritmo de avanço da tecnologia. O executivo também disse que a regulamentação não deve ser tratada como algo negativo, mas como uma forma de estabelecer normas compartilhadas e aumentar a proteção dos sistemas.

A equipe de inteligência artificial da Microsoft publicou nesta semana um manifesto com orientações para o desenvolvimento das tecnologias da empresa. Um dos objetivos do documento é manter os seres humanos no controle das futuras ferramentas de inteligência artificial.

Limites para os modelos

O posicionamento ocorre durante um debate entre empresas de tecnologia sobre a velocidade de desenvolvimento dos modelos mais avançados. OpenAI, Anthropic e Google discutiram mecanismos de segurança, enquanto executivos do setor alertaram para riscos ligados à evolução acelerada desses sistemas.

Suleyman também criticou publicamente parte da linguagem usada em documentos relacionados ao Claude, família de modelos de linguagem da Anthropic. A manifestação foi uma cobrança pública a uma empresa que, assim como a Microsoft, afirma estar comprometida com o desenvolvimento responsável da inteligência artificial.

As preocupações aumentaram após episódios em que agentes de inteligência artificial acessaram sistemas pertencentes a outras empresas. O tema também ganhou espaço com a discussão sobre como controlar tecnologias cada vez mais autônomas e poderosas.

Divergência com Trump

As declarações de Suleyman divergem da posição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele tem defendido a expansão acelerada da indústria de inteligência artificial e rejeitado novas restrições federais.

Trump anunciou a intenção de criar uma força-tarefa dedicada à inteligência artificial e indicar um “czar da IA”. A política defendida pelo governo prioriza regras específicas para cada setor e aplicação, em vez de uma regulamentação uniforme para toda a tecnologia.

Michael Kratsios, diretor do Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca, afirmou que empresas que considerem seus próprios sistemas inseguros podem interromper voluntariamente o desenvolvimento. Ele defendeu que a segurança seja analisada conforme o uso e o setor envolvidos e classificou como alarmismo os pedidos de novos mecanismos de proteção feitos no Congresso.

Suleyman também defendeu a redução da retórica de confronto entre China e Estados Unidos nas discussões sobre segurança. Para ele, a competição internacional não elimina a necessidade de criar salvaguardas para os dois países.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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