Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
O Brasil em um ponto
Mundo

China e EUA definem oito entendimentos sobre comércio, segurança e inteligência artificial

Xi Jinping e Donald Trump defenderam uma relação bilateral baseada em respeito, equidade, reciprocidade e estabilidade estratégica.

China e EUA definem oito entendimentos sobre comércio, segurança e inteligência artificial

China e Estados Unidos chegaram a oito resultados e consensos durante a visita de Estado do presidente chinês, Xi Jinping, ao território norte-americano, realizada entre quarta e sexta-feira. Os entendimentos envolvem princípios para a relação bilateral, comércio, inteligência artificial, segurança internacional e comunicação entre as Forças Armadas.

Xi e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defenderam que a convivência entre as duas maiores economias do mundo seja conduzida com respeito, equidade, reciprocidade e estabilidade estratégica. Para o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, respeito inclui considerar a soberania, o sistema político e os interesses centrais de cada país. Equidade está relacionada à cooperação mutuamente benéfica, enquanto reciprocidade significa tratar as duas potências em condições de igualdade.

Na área econômica, os governos reconheceram avanços obtidos por meio dos mecanismos de consulta bilateral. Entre os acordos estão a criação de um conselho comercial, a redução recíproca de tarifas sobre US$ 30 bilhões em comércio e a extensão de entendimentos firmados anteriormente nas negociações realizadas em Kuala Lumpur.

China e Estados Unidos também estabeleceram apoio mútuo a encontros multilaterais. Washington apoiará a reunião da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), que será realizada pela China em novembro de 2026. Pequim, por sua vez, apoiará a cúpula do G20 organizada pelos Estados Unidos em dezembro.

Segurança e inteligência artificial

Na agenda de segurança internacional, Xi e Trump afirmaram que o Irã deve cumprir o compromisso de não desenvolver armas nucleares. Os dois países também defenderam que governos ou instituições não imponham taxas de trânsito em vias navegáveis internacionais.

China e Estados Unidos concordaram em criar um canal de diálogo sobre riscos e benefícios da inteligência artificial. Uma nova rodada de conversações está prevista para novembro, e os governos também deverão estabelecer um mecanismo de comunicação para eventuais incidentes relacionados à tecnologia.

Os presidentes destacaram ainda resultados da cooperação bilateral no combate às drogas. As Forças Armadas dos dois países pretendem assinar um memorando para ampliar a comunicação, reduzir riscos de erros de cálculo e prevenir crises.

Para Diao Daming, professor da Universidade Renmin da China, os consensos indicam disposição compartilhada para preservar a estabilidade das relações entre Pequim e Washington. Na avaliação dele, os entendimentos podem aumentar a previsibilidade para os dois países e para o cenário internacional.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5