Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Leão XIV restaura salários de cardeais e dirigentes do Vaticano

Decreto revoga cortes adotados por Francisco durante a pandemia e passa a valer em setembro, sem efeito retroativo.

Leão XIV restaura salários de cardeais e dirigentes do Vaticano
Foto: Alberto Pizzoli/AFP

O papa Leão XIV revogou os cortes salariais aplicados a cardeais e altos funcionários do Vaticano durante a pandemia de covid-19. A decisão foi publicada na segunda-feira, 14, e começa a valer em setembro, sem efeito retroativo.

A redução havia sido determinada por Francisco em março de 2021. Os salários dos cardeais foram diminuídos em 10%, enquanto os vencimentos dos altos funcionários dos dicastérios, os “ministérios” do Vaticano, tiveram corte de 8%. A medida buscava aliviar as finanças da Santa Sé, afetadas pela crise sanitária e por um déficit crônico.

Revogação e cenário financeiro

A decisão de Leão XIV foi formalizada em um “motu proprio”, decreto pontifício publicado no dia em que o papa americano completou 71 anos. As restrições, afirmou o pontífice, foram “necessárias para enfrentar o desafio excepcional da pandemia”, mas agora podem ser superadas.

Um cardeal da Cúria, o governo central da Igreja Católica, recebe entre 4.500 e 5.000 euros por mês, valor equivalente a cerca de R$ 28 mil a R$ 31 mil.

A revogação ocorre após o banco do Vaticano registrar melhora em seus resultados. Em seu último relatório anual, publicado em maio, a instituição classificou o período como um “ano recorde” e informou lucro líquido de 51 milhões de euros, cerca de R$ 317 milhões.

Leão XIV também anulou outro projeto de Francisco, que previa transferir parte dos arquivos da Biblioteca do Vaticano para fora dos muros do microEstado por falta de espaço. No lugar da transferência, o pontífice optou pela construção de um novo edifício dentro do Vaticano.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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