A família de Nolan Wells divulgou, nesta terça-feira (22), o relatório final de uma autópsia independente realizada após o jovem ser encontrado morto na costa do Golfo do Mississippi, nos Estados Unidos. O documento aponta trauma contundente na parte de trás da cabeça e outros ferimentos que não haviam sido registrados na análise original.
A área de 30×20 centímetros de descoloração na cabeça foi identificada como sangue associado a um impacto. O relatório também registra hematomas na região lombar e próximo à escápula esquerda. A advogada Lisa Park afirmou que a lesão envolvia sangramento no interior do tecido, e não apenas uma alteração superficial. Especialistas citados por ela acreditam que o ferimento tenha ocorrido algumas horas antes da morte.
O tecido apresentava hemorragia, mas não tinha a resposta dos glóbulos brancos que pode ser detectada cerca de quatro horas depois de uma lesão. O documento recomenda que a investigação continue até que sejam esclarecidas as circunstâncias relacionadas aos ferimentos.
Causa da morte segue sem definição
A causa e a maneira da morte permanecem “indeterminadas”, segundo o relatório. As evidências disponíveis não permitem estabelecer se Nolan entrou voluntariamente na água ou foi forçado, se estava consciente ou apresentava alguma alteração, nem por que não conseguiu sair.
O exame também questiona o resultado toxicológico divulgado anteriormente. O nível de alcoolemia de 0,27% teria sido obtido a partir de fluido decorrente da decomposição, e não de uma amostra de sangue. Por isso, os especialistas afirmam que o dado pode não representar com precisão o nível de intoxicação do jovem no momento da morte.
A divulgação ocorreu um dia depois de um grande júri do Mississippi decidir não apresentar acusações criminais e afirmar que as circunstâncias eram compatíveis com afogamento. Ben Crump, advogado que representa a família, disse que as novas descobertas levantam questionamentos e que os familiares continuam em busca de respostas.
Christine Wonsley, mãe de Nolan, afirmou que a família segue sem respostas concretas e questionou a conclusão do grande júri. Uma nova coletiva está marcada para quinta-feira (24), em Orlando, para tratar das descobertas da autópsia e do conteúdo encontrado no celular de Nolan.








