Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Debate sobre atendimento de Madre Teresa envolve falta de morfina em Calcutá

Jim Towey afirma que as condições de saúde no início dos anos 1980 limitavam o acesso a analgésicos na casa de Kalighat.

Debate sobre atendimento de Madre Teresa envolve falta de morfina em Calcutá

O 10º aniversário da canonização de Madre Teresa, celebrado em 4 de setembro, reacende o debate sobre o atendimento oferecido na casa para moribundos de Kalighat, em Calcutá. O local continua em operação e recebe pessoas sem outro lugar para onde ir, incluindo pacientes em estágio avançado de doenças.

A principal contestação à acusação de que as Missionárias da Caridade negavam analgésicos vem de Jim Towey, advogado americano que conheceu Madre Teresa em 1985 e atuou por anos como assessor jurídico dela e da congregação. No livro de 2022, ele relatou sua experiência ao lado da freira e afirmou que ela estava constantemente envolvida no alívio da dor e do sofrimento.

Towey questiona a avaliação feita por Christopher Hitchens, que visitou a unidade no início dos anos 1980 e depois criticou o padrão de atendimento. Para o advogado, a análise não considerou a realidade das ruas de Calcutá naquele período, onde pessoas morriam do lado de fora da instituição.

Segundo ele, a casa recebia essas pessoas, fazia a higiene e oferecia conforto. “Ela os trazia para dentro, os limpava e os deixava confortáveis”, disse Towey. De acordo com o advogado, parte dos pacientes morria e outra parte se recuperava e deixava o local.

A dificuldade de obter medicamentos fortes seria um dos fatores centrais. “Não havia morfina disponível em Calcutá, nem mesmo nos hospitais”, afirmou Towey. Ele também disse que não havia fornecimento médico confiável e que as rotas de entrada e saída de Bengala Ocidental eram precárias. Na avaliação dele, restrições políticas soviéticas também limitavam a troca de mercadorias.

Towey ressalvou que Madre Teresa não administrava um hospital, mas uma casa de cuidados paliativos. Ainda assim, afirmou que os padrões da unidade melhoraram muito desde a visita de Hitchens. Ele esteve novamente no local em maio e relatou mudanças na qualidade do atendimento, nos cuidados médicos e no controle da dor.

O advogado também lembrou que Madre Teresa convivia com dor crônica nas costas e numerosas fraturas ósseas, entre elas uma no ombro, e usava analgésicos quando o sofrimento se tornava intenso. Segundo Towey, ela defendia o sentido espiritual atribuído ao sofrimento, mas reconhecia que a Igreja orienta o controle da dor.

Towey fez a primeira leitura na missa de canonização, no Vaticano, em 2016. Para ele, Madre Teresa fez o que podia com os recursos disponíveis e procurou assegurar que os pacientes fossem amados, cuidados e tratados como pessoas cuja dignidade não desaparecia por causa do sofrimento.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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