A Coreia do Norte ameaçou retaliar caso a Coreia do Sul abra fogo contra suas tropas e disse que Seul pagará um preço por responsabilizar Pyongyang pela explosão de uma mina na fronteira da Zona Desmilitarizada. O incidente deixou dois sul-coreanos feridos durante uma missão de reconhecimento.
A explosão ocorreu em 21 de setembro, dentro da Zona Desmilitarizada, área com 4 km de largura. A Coreia do Sul e o Comando da ONU, responsável por supervisionar o armistício da Guerra da Coreia, investigam o caso.
Na terça-feira, o ministro da Defesa sul-coreano afirmou que minas norte-coreanas provocaram a explosão e disse que o país adotaria medidas “correspondentes”. Kang Shin-chul também declarou que a instalação dos artefatos provavelmente fazia parte do reforço da fronteira.
Acusações entre os dois países
Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano e considerada uma confidente influente dele, acusou a Coreia do Sul de fabricar provas para transferir a responsabilidade pelo incidente. “Os líderes da provocação devem estar preparados para pagar um preço pela farsa que eles mesmos criaram”, afirmou em comunicado.
Ela negou que tropas norte-coreanas tenham atravessado a Linha de Demarcação Militar, que passa pelo centro da Zona Desmilitarizada. Seul, porém, afirmou acreditar que há indícios de que soldados do Norte violaram a linha durante obras de fortificação.
A Coreia do Norte intensificou a hostilidade contra a Coreia do Sul nos últimos anos. O governo norte-coreano afirma que não considera mais a unificação um objetivo nacional e classifica Seul como seu “principal inimigo”.








