CHINA — Centenas de pessoas foram a Shaoshan, na província de Hunan, e grandes filas se formaram em Pequim nesta quarta-feira, 9 de setembro, durante as homenagens pelos 50º aniversário da morte de Mao Zedong, fundador da República Popular da China.
Em Shaoshan, visitantes depositaram flores diante de uma estátua de bronze na praça central. Na capital, o fluxo de pessoas levou à ampliação do horário de funcionamento do mausoléu de Tiananmen. As filas começaram nas primeiras horas do dia na Praça da Paz Celestial, para acesso à cripta memorial.
Homenagens sem cerimônia oficial
O governo chinês não realizou cerimônias oficiais de Estado para a data. A decisão segue normas estabelecidas pelo Partido Comunista da China (PCCh) em 1996.
As mobilizações populares reforçaram a presença de Mao no imaginário coletivo e na legitimidade política da China. Mao Zedong (1893-1976) proclamou a República Popular da China em 1º de outubro de 1949, após o triunfo da revolução comunista e o fim da guerra civil.
O líder é reconhecido formalmente por ter conduzido a Longa Marcha e comandado a vitória popular na Guerra Civil de 1949. Também é associado à libertação da China do feudalismo, do militarismo japonês e do domínio imperialista ocidental.
Nos debates políticos, sua contribuição ao marxismo-leninismo adaptado às condições materiais do país, conhecida como maoísmo, é destacada junto da visão estratégica da “Nova Democracia” como etapa rumo ao socialismo.
As homenagens reafirmam a figura de Mao como símbolo da rebeldia necessária para a construção de um destino independente no século XXI. Cofundador do PCCh e arquiteto da nova China, ele permanece como referência para processos nacionais e para a defesa de modelos políticos próprios diante das imposições dos centros de poder global.









