O comércio exterior da China cresceu 17,6% nos primeiros oito meses deste ano, na comparação com o mesmo período do ano anterior. No mesmo período, as reservas cambiais do país avançaram 0,57% entre julho e agosto, o equivalente a US$ 19,5 bilhões.
O aumento das reservas ocorreu em um cenário de queda de 0,5% do dólar norte-americano. O economista-chefe do China Minsheng Bank afirmou que a desvalorização da moeda contribuiu para a valorização das reservas chinesas.
Para Claudio Frischtak, ex-economista do Banco Mundial, não há sinais de enfraquecimento da economia chinesa. “Não há, no horizonte, nenhum sinal de fragilização da economia chinesa”, disse.
Reservas e cenário internacional
Frischtak avaliou que o volume de reservas internacionais funciona como proteção diante de turbulências externas capazes de afetar o comércio global. Na avaliação dele, esses recursos ajudam a reduzir os efeitos de crises internacionais sobre as exportações chinesas.
“Trata-se, fundamentalmente, de um elevado grau de segurança diante de choques que eventualmente possam ocorrer na economia mundial”, afirmou o economista.
O cenário chinês foi comparado por Frischtak à situação dos Estados Unidos. Segundo ele, a economia norte-americana apresenta sinais de fragilidade relacionados ao endividamento público e à área fiscal.
O Comitê para um Orçamento Federal informou que a dívida pública dos Estados Unidos ultrapassa US$ 37 trilhões e continua crescendo, independentemente da alternância entre governos democratas e republicanos.
A inflação norte-americana permanece acima da meta de longo prazo do Federal Reserve. A taxa básica de juros é usada pela autoridade monetária para controlar a inflação e equilibrar o ritmo da atividade econômica.








