MASSACHUSETTS — Lindsay Clancy permanece internada em um hospital psiquiátrico, onde está há três anos, depois que o julgamento por acusações relacionadas à morte dos três filhos terminou sem veredito. O juiz anulou o processo após o júri informar que não alcançaria uma decisão unânime.
A promotoria ainda vai decidir se apresenta o caso a um novo júri. Após a decisão, o promotor Tim Cruz não disse se pretende buscar outra análise dos jurados. “Mas, no fim das contas, volto tudo às crianças vítimas neste caso: Cora, Dawson e Callen”, afirmou.
O grupo responsável pelo julgamento tinha 12 integrantes: nove mulheres e três homens. Depois de uma semana de deliberações, um bilhete entregue ao juiz informou que havia um voto divergente. “É com o coração pesado que informamos que não conseguimos chegar a uma decisão unânime e que não conseguiremos”, dizia a mensagem.
Clancy, de 36 anos, é acusada do assassinato de Cora, de 5 anos, Dawson, de 3 anos, e Callan, de 8 meses. As três crianças foram estranguladas até a morte na casa da família, em janeiro de 2023. Depois do crime, ela tentou tirar a própria vida.
A defesa sustenta que Clancy sofria de psicose pós-parto. A condição, considerada rara, geralmente aparece nas primeiras semanas depois do nascimento do bebê e pode provocar alucinações. O quadro é associado ao estresse e à falta de sono.
Cruz disse que o caso deve ser visto a partir das crianças. “Isto sempre foi, e sempre será, sobre fazer justiça para esses três bebês”, declarou.








