O governo escocês não planeja alterar a legislação sobre aborto entre 2026 e 2027, mas pretende avançar com recomendações de um grupo consultivo favorável ao aborto e financiar procedimentos em estágio avançado. A informação foi criticada por John Keenan, presidente da Conferência dos Bispos da Escócia.
Keenan pediu que o governo rejeite qualquer ampliação das regras e que representantes eleitos se oponham à retirada de salvaguardas legais. Em comunicado, afirmou: “Cada criança não nascida é uma vida humana única que merece proteção”.
O bispo questionou a composição e os critérios adotados pelo grupo consultivo. Segundo ele, o colegiado excluiu vozes contrárias ao aborto e adotou um princípio de “não regressão” na oferta do procedimento. Por isso, Keenan disse que a iniciativa não tem legitimidade nem credibilidade.
Recomendações sob crítica
Na avaliação do presidente da Conferência dos Bispos da Escócia, as propostas poderiam permitir o aborto até o nascimento por qualquer motivo. Elas também retirariam a exigência atual de aprovação de dois médicos para abortos realizados até 24 semanas.
Keenan criticou ainda a recomendação para que uma futura legislação deixe de mencionar o aborto seletivo por sexo. Para ele, essa mudança abriria caminho para a interrupção da gravidez quando o bebê fosse considerado do sexo errado.
O bispo também relacionou a criação de uma oferta de aborto em estágio avançado às propostas de enfraquecimento das proteções legais existentes. Ele afirmou que esse conjunto de medidas levanta questões morais e sociais graves.
Em seu apelo, Keenan pediu apoio a medidas que preservem a dignidade da mãe e do filho. Também solicitou que os representantes eleitos rejeitem uma liberalização adicional das regras de aborto na Escócia e se oponham a mudanças que, segundo ele, removeriam salvaguardas essenciais para crianças não nascidas.








