Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Austrália lidera lista de países mais preparados para uma catástrofe global

Estudo considera produção de alimentos, localização, indústria, comércio internacional e governança para avaliar a resistência dos países.

Austrália lidera lista de países mais preparados para uma catástrofe global
Foto: Estudo analisou cenários como uma guerra nuclear Reprodução/Periscope Film via archive.org

A Austrália foi apontada como o país com melhores condições para resistir a uma catástrofe de escala global. O estudo avaliou fatores como produção de alimentos, estrutura industrial, localização geográfica, independência do comércio internacional e capacidade de governança.

Argentina, Brasil e Nova Zelândia aparecem na sequência. Os riscos considerados são eventos capazes de provocar a morte de mais de 10% da população mundial ao longo de meses ou anos, como uma guerra nuclear, uma grande erupção vulcânica, o impacto de um asteroide ou uma crise biológica de grandes proporções.

Um dos principais desafios seria manter o abastecimento. Uma catástrofe poderia destruir plantações e interromper rotas comerciais, provocando uma crise alimentar. Nesse cenário, países capazes de produzir internamente boa parte dos alimentos e bens que consomem teriam maior capacidade de resistência.

Fatores que favorecem a Austrália

A Austrália está no Hemisfério Sul e relativamente distante das regiões consideradas mais expostas a um eventual conflito nuclear. O país também tem produção agrícola relevante, diferentes zonas climáticas e uma estrutura energética considerada significativa pelos pesquisadores.

O estudo aponta ainda que o Hemisfério Sul tem menos vulcões e mais oceanos. Essas características poderiam funcionar como uma proteção climática diante de uma grande erupção vulcânica. Uma indústria desenvolvida também permitiria produzir internamente bens que deixariam de ser importados caso o comércio mundial fosse interrompido.

O Brasil ocupa a terceira posição entre os locais avaliados como mais resilientes. A Argentina ficou em segundo lugar, e a Nova Zelândia, em quarto. Nenhum dos países estaria completamente protegido contra uma catástrofe global.

No caso brasileiro e argentino, níveis elevados de desigualdade e históricos de instabilidade política reduzem a capacidade de resposta a situações extremas. Para Florian Ulrich Jehn, um dos autores, instituições funcionais e menor desigualdade favorecem decisões adequadas durante uma crise.

Os Estados Unidos não aparecem entre os locais mais preparados. O estudo menciona a exposição a tempestades geomagnéticas e a um eventual conflito nuclear, além de problemas observados durante a pandemia de Covid-19. A resistência, segundo a análise, dependeria da combinação entre segurança alimentar, infraestrutura, comércio, localização e qualidade da governança.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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