Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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AfD lidera eleição em Saxônia-Anhalt, mas pode não formar governo

Partido de extrema-direita aparece com 44,5% em pesquisa de boca de urna, à frente da CDU, que tem 18,5%.

AfD lidera eleição em Saxônia-Anhalt, mas pode não formar governo

O partido alemão AfD lidera a eleição para o governo de Saxônia-Anhalt, no leste da Alemanha, com 44,5% dos votos na pesquisa de boca de urna divulgada neste domingo (6). O resultado coloca a legenda bem à frente da União Democrata-Cristã (CDU), partido conservador que aparece com 18,5% da preferência do eleitorado.

Desde a Segunda Guerra Mundial, nenhum partido de extrema-direita assumiu o controle de um estado alemão. Uma eventual vitória daria à AfD influência sobre áreas como policiamento, educação local e cultura. Ainda não está claro, porém, se a legenda alcançará maioria suficiente para governar.

A AfD classificou o desempenho como um “feito histórico”. Ulrich Siegmund, líder estadual do partido, afirmou que não pretende governar em coalizão com outras legendas. Ele busca um resultado de 45% ou mais dos votos, marca que evitaria negociações complexas para a formação do governo.

Planos e obstáculos

A eleição é tratada pela AfD como um passo para ampliar sua atuação nacional nas próximas eleições, previstas para 2029. Siegmund disse, do lado de fora de uma seção eleitoral, que o pleito refletia um movimento mais amplo de mudança e de retomada da soberania nacional.

Entre os planos apresentados pelo partido estão orientar escolas e instituições culturais por valores mais tradicionais, marginalizar imigrantes e reformar profundamente o sistema público de radiodifusão.

A AfD é classificada como “extremista de direita” pelo serviço de segurança estadual. Sem maioria absoluta, a legenda pode enfrentar o chamado “cordão sanitário”, acordo pelo qual outros partidos formam coalizões para mantê-la fora do governo.

Siegmund votou em Tangermünde, sua cidade natal, e chegou ao local em uma motocicleta Simson azul, saudado por apoiadores. Ele rejeitou alianças com partidos tradicionais e afirmou que a AfD não pode governar com os políticos que, segundo ele, levam a Alemanha à ruína. Se não alcançar 45%, a formação do governo dependerá das legendas que superarem a cláusula de barreira de 5%.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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