Londrina, Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Fluminense adia parcela trabalhista de R$ 1,35 milhão após MP das apostas

Clube terá até 30 de outubro para pagar o valor, junto com outra parcela de R$ 1,5 milhão, em execução trabalhista.

Fluminense adia parcela trabalhista de R$ 1,35 milhão após MP das apostas

O Fluminense obteve autorização para adiar o pagamento de uma parcela trabalhista de R$ 1,35 milhão. O valor, referente à parcela de setembro, deverá ser quitado até 30 de outubro, junto com outra parcela de R$ 1,5 milhão, conforme decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1).

No pedido apresentado à Justiça, o clube atribuiu a dificuldade financeira à medida provisória que proibiu as apostas de quota fixa no Brasil. A instituição afirmou que a norma provocou impacto financeiro imediato e substancial, afetando o cumprimento de compromissos, entre eles a obrigação trabalhista.

Contrato com a Superbet

O Fluminense mantém contrato com a Superbet, com previsão de receitas de aproximadamente R$ 53 milhões por ano. O clube, porém, não informou no processo se o acordo foi suspenso após a entrada em vigor da medida provisória.

Quando a norma foi publicada, a Superbet notificou Fluminense e São Paulo sobre a possibilidade de rescindir os contratos caso não houvesse alterações nas regras. Depois, os dois clubes passaram a usar a Superscore, plataforma de estatísticas pertencente ao mesmo grupo.

O Fluminense declarou que procura novas fontes de receita enquanto aguarda uma possível suspensão dos efeitos da medida provisória. O clube também está entre as instituições que acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar interromper a validade da norma.

A Advocacia-Geral da União (AGU) defende a manutenção da medida. Os processos estão sob análise do ministro Luiz Fux, relator das ações no Supremo.

A medida provisória foi assinada em 25 de setembro. A partir dessa data, o Congresso Nacional tem 120 dias para decidir se transforma o texto em lei. Emendas apresentadas por deputados e senadores propõem mudanças, incluindo uma alternativa que proíbe cassinos online, mas mantém as apostas esportivas.

A execução trabalhista reúne processos em favor do Sindicato dos Empregados em Clubes, Federações e Confederações Esportivas e Atletas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro. O advogado Marcelo Robalinho, do RA Law, explicou que é comum clubes concentrarem processos trabalhistas em uma única execução, com parte das receitas direcionada aos credores conforme critérios definidos pela Justiça.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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