Clubes das Séries A e B aprovaram uma proposta da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para reduzir gradualmente o limite de jogadores estrangeiros relacionados nas partidas. A mudança começa em 2027, quando cada equipe poderá levar até oito atletas nascidos fora do Brasil, e termina em 2030, com limite de cinco.
O teto atual é de nove estrangeiros por clube. A redução seguirá este cronograma: nove em 2026, oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco em 2030. A proposta foi aprovada pelos clubes e pelas federações com apenas dois votos contrários.
Base e idade dos elencos
A CBF apresentou um levantamento sobre o espaço ocupado por jogadores formados nas categorias de base. Em 219 partidas analisadas, os clubes relacionaram, em média, 5,4 estrangeiros por jogo. A entidade também informou que a idade média dos atletas do Brasileirão é de 28,5 anos, acima dos índices registrados na Espanha, de 27, na França, de 26, e na Itália, de 26,1.
A confederação afirmou que a medida também tem impacto econômico. Entre 2016 e 2025, jogadores de até 20 anos representaram 50,1% das receitas brasileiras com transferências para o exterior consideradas no período. A proposta surgiu de um manifesto do Movimento dos Clubes Formadores durante reuniões do Grupo de Trabalho da Base Brasileira.
O Corinthians tem seis estrangeiros no elenco: Pedro Milans, do Uruguai; Fabrizio Angileri, da Argentina; André Carrillo, do Peru; Jesse Lingard, da Inglaterra; Zakaria Labyad, do Marrocos; e Memphis Depay, da Holanda. Labyad não tem sido relacionado enquanto se recupera de ruptura do ligamento cruzado anterior e de lesão no menisco do joelho esquerdo.
Inscrições e horários
O sistema de inscrição do Brasileirão também será alterado na próxima temporada. Os clubes continuarão autorizados a registrar 50 jogadores, divididos entre a Lista A, para atletas acima de 23 anos, e a Lista B, para jogadores até Sub-23. Em 2027, a divisão será de 30/20; em 2030, as listas terão o mesmo tamanho.
A programação do campeonato foi aprovada por unanimidade. A proposta elimina algumas janelas de transmissão, como as partidas das 19h durante a semana e os jogos aos domingos à noite, que poderão ocorrer no máximo até 19h30.
A Série A terá a maior parte das partidas aos domingos, com 16h como horário-âncora. Às quartas-feiras, serão seis jogos na chamada “Super Quarta”. Os horários ainda serão analisados pelas detentoras dos direitos de transmissão, que têm contrato para exibir o Brasileirão até 2029.









