Pink afirmou que sua crítica a Macklemore não teve relação com o uso da expressão “Palestina Livre” nem com a defesa dos palestinos. Em uma publicação feita na última sexta-feira (11), a cantora explicou que o incômodo surgiu da maneira como o rapper conduziu uma apresentação e do impacto que o episódio teve sobre ela como mulher e mãe judia.
A artista também negou que queira impedir Macklemore de se manifestar sobre o conflito. Segundo Pink, ela não pediu a retirada do rapper da turnê de Ed Sheeran e não defendeu o reembolso do público. Essas reivindicações apareciam na publicação de um perfil que ela havia compartilhado e que criticava uma apresentação do músico.
Pink reconheceu que o conteúdo republicado usava termos que ela não teria escolhido. Ela disse preferir ser avaliada pelas próprias ideias e esclareceu que não fala em nome de Israel nem de qualquer governo.
Posição sobre o conflito
A cantora afirmou manter, desde 2023, uma posição que combina a condenação ao Hamas com a defesa de um futuro para os palestinos que respeite sua humanidade e suas aspirações. Para ela, a preservação de vidas inocentes deve estar acima da escolha de um lado no conflito.
A repercussão também fez Pink recordar uma controvérsia de 2014, quando Macklemore foi criticado pelo uso de um figurino considerado antissemita e depois pediu desculpas. De acordo com a cantora, essa lembrança voltou ao assistir às apresentações recentes do rapper.
Macklemore se apresentou em shows de abertura da turnê de Ed Sheeran, em Nova Jersey, onde defendeu a Palestina e cantou “Hind’s Hall” enquanto imagens relacionadas à guerra em Gaza eram exibidas nos telões. Após as críticas, ele afirmou que condenar o governo de Israel e apoiar os palestinos não equivale a atacar o povo judeu. O rapper disse que sua mensagem é de paz, dignidade e igualdade.
Pink relatou ter recebido uma grande quantidade de comentários e disse que se sentiu mais isolada do que esperava. Ainda assim, afirmou que continuará se posicionando e dirigiu a mensagem a judeus, muçulmanos, palestinos e israelenses afetados pelo conflito.








