Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Miss Jamaica leva organização do Miss Universo à Justiça após queda no palco

Gabrielle Henry afirma que acidente na Tailândia causou lesões neurológicas e prejudicou sua carreira médica.

Miss Jamaica leva organização do Miss Universo à Justiça após queda no palco

Gabrielle Henry, representante da Jamaica no Miss Universo 2025, processou a Miss Universe Organization e duas empresas ligadas à entidade quase um ano após cair durante a competição. A ação foi protocolada na segunda-feira (21), no Tribunal Superior de Delaware, nos Estados Unidos, e atribui aos envolvidos falhas na segurança do palco e negligência.

O processo apresenta cinco alegações: negligência; responsabilidade pelas condições do local; contratação, retenção e supervisão negligentes; além de imposição negligente e intencional de sofrimento emocional. Gabrielle pede indenização por despesas médicas, perda de capacidade de trabalho e oportunidades profissionais.

Acidente durante a etapa preliminar

O caso trata da queda ocorrida em 19 de novembro de 2025, durante a etapa preliminar do concurso, na Tailândia. Conforme a versão apresentada pela jamaicana, ela executava uma coreografia ensaiada quando caiu por uma abertura do palco que estaria sem sinalização e descoberta. A estrutura também teria equipamentos de iluminação e concreto.

Gabrielle afirma que a iluminação intensa voltada para ela dificultava a visibilidade durante o desfile. A ação diz ainda que outras candidatas haviam demonstrado preocupação anteriormente com a iluminação e com as condições da estrutura.

A queda foi de aproximadamente 1,5 metro. Gabrielle perdeu a consciência e sofreu traumatismo craniano, hemorragias intracranianas, fratura e lacerações no rosto. Na ocasião, a Organização Miss Universo informou que ela estava internada em estado crítico e recebia acompanhamento neurológico especializado.

Em comunicado divulgado em dezembro de 2025, a organização afirmou que assumira as despesas hospitalares, médicas e de reabilitação da modelo na Tailândia. Também disse ter custeado a estadia da mãe e da irmã durante o tratamento, além de financiar a transferência médica para a Jamaica e despesas futuras relacionadas ao acidente.

Consequências para a carreira

Segundo a ação, Gabrielle continua com sintomas neurológicos e cognitivos que exigem acompanhamento médico, reabilitação e cuidados contínuos. Ela é médica oftalmologista e, conforme o processo, não conseguiu retomar sua residência médica depois do acidente.

A petição sustenta que as consequências da queda afetaram sua capacidade profissional e suas perspectivas de carreira. Por isso, a jamaicana também busca reparação por perdas financeiras e oportunidades de trabalho.

Em fevereiro deste ano, Gabrielle publicou registros do tratamento e comentou as dificuldades enfrentadas desde o acidente. “Aprendi que uma queda pode descobrir uma profundidade de força que você não sabia que possuía. Minha maior força tem sido escolher me levantar, mesmo enquanto ainda estou na jornada”, afirmou.

Organização contesta responsabilidade

A Miss Universe Organization declarou que ainda não havia sido oficialmente notificada sobre o processo e, por isso, não comentaria alegações que não tinha recebido. A entidade, entretanto, negou ser responsável pela estrutura do concurso.

A organização afirmou que a realização do Miss Universo 2025 na Tailândia, incluindo o local, o palco e a segurança, ficou a cargo das entidades anfitriãs e responsáveis pela produção. Entre elas estavam a Miss Grand International (MGI) e o Miss Universe Thailand, sob direção de Nawat Itsaragrisil.

A entidade também disse ter pago as despesas hospitalares de Gabrielle e, depois, o tratamento em um hospital especializado na Jamaica. Segundo a organização, ela ainda ofereceu à médica uma função de embaixadora de boa vontade, mas não recebeu resposta.

A MGI apresentou anteriormente uma versão diferente. Um representante afirmou que Gabrielle poderia ter perdido a marcação de sua posição durante o desfile e talvez não estivesse olhando para a passarela. A entidade negou, porém, que tivesse responsabilizado a jamaicana pelo acidente.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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