ESTADOS UNIDOS — Macklemore afirmou nesta segunda-feira (14) que sua participação nas próximas apresentações da Loop Tour, de Ed Sheeran, nos Estados Unidos foi encerrada após manifestações pró-Palestina feitas durante seus shows. O rapper disse que não pretende tratar o episódio como uma disputa pessoal com o cantor britânico.
Macklemore afirmou que conhece Ed Sheeran há 13 anos e o considera um irmão. Segundo ele, os dois conversaram nos últimos dias em encontros marcados por carinho e respeito, mas não chegaram a um acordo sobre a posição de neutralidade diante da guerra.
Pressão para os próximos shows
Na versão apresentada pelo rapper, Sheeran contou que recebeu uma ligação de Robert Kraft, proprietário do Gillette Stadium, com a informação de que Macklemore não poderia se apresentar no local. Outros responsáveis por estádios também teriam se mobilizado, fazendo da presença do artista um obstáculo para a realização das datas seguintes.
Macklemore reconheceu que Ed Sheeran estava em uma situação complicada. Ele relatou, porém, que o cantor considerava as palavras “Free Palestine” e a bandeira palestina ofensivas para algumas pessoas com quem havia conversado.
A saída ocorreu depois das apresentações no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos dias 4 e 5 de setembro. O rapper não informou que pretende recuar de suas manifestações e afirmou que teve duas oportunidades suficientes para transmitir sua mensagem.
Declaração sobre Gaza e Cisjordânia
Macklemore disse que não se considera vítima do episódio e também rejeitou essa condição para Ed Sheeran e Pink. Para ele, as verdadeiras vítimas são os palestinos afetados por mortes, fome, deslocamentos e violência em Gaza e na Cisjordânia.
Ao comentar a retirada da turnê, o artista afirmou que, se a perda de espaço fizer a atenção se voltar à Palestina, essa terá sido a turnê mais bem-sucedida de que já participou.








