Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Luedji Luna anuncia turnê para celebrar dez anos de “Um Corpo no Mundo”

Cantora também prepara encontro com o Fat Family e mantém projetos acústicos e com banda completa pelo país.

Luedji Luna anuncia turnê para celebrar dez anos de “Um Corpo no Mundo”
Foto: Camomilers/Divulgação

Luedji Luna prepara uma turnê nacional e internacional para celebrar, em 2027, os dez anos de Um Corpo no Mundo, seu álbum de estreia. A cantora afirma que o disco foi decisivo em sua trajetória e continua entre os trabalhos mais pedidos pelo público, embora ainda não tenha definido as datas da agenda.

A artista falou sobre os planos depois de uma apresentação acústica no Sesc Petrolina, em Pernambuco. Pela primeira vez na cidade, ela cantou com dois violonistas e quatro backing vocals, em uma formação menor que a de seu espetáculo habitual, composto por mais de dez músicos, sopros, vozes de apoio e figurinos.

Um formato para espaços menores

Segundo Luedji, o formato acústico surgiu para permitir novas versões das músicas e recuperar a proximidade com a plateia. A estrutura reduzida abre espaço para conversas e para a atenção às letras, além de viabilizar apresentações em teatros e locais menores que não comportariam sua banda completa.

A cantora também relaciona a proposta ao processo de criação dos dois discos mais recentes. Ela diz ter exposto nesses trabalhos aspectos pessoais e de sua relação, mas acredita que ainda havia temas a revelar. O acústico, nesse sentido, permite acrescentar arranjos e canções ligadas ao momento atual de sua vida.

Em Petrolina, Luedji incluiu “Banho de Folhas” no bis, embora a apresentação não tivesse essa parte prevista. A música é descrita por ela como seu maior hit, e a decisão veio por ser sua primeira passagem pela cidade. O repertório também contou com “Rota” e “Encruzilhada”, canções associadas, respectivamente, aos encontros e às escolhas.

Encontros, escolhas e reconhecimento

Para Luedji, os encontros podem transformar uma trajetória mesmo quando são breves. Ela afirma que a música “Rota” usa o corpo de uma pessoa como metáfora para a direção apontada em sua vida. Já “Encruzilhada”, escrita em um período de dúvida, passou a ser vista por ela como uma representação da transformação provocada por qualquer decisão.

A cantora diz viver hoje uma fase mais tranquila. Depois de ter buscado prêmios, validação e reconhecimento com ansiedade, afirma receber as conquistas recentes como consequência de seu trabalho. Em 2025, venceu o Grammy Latino; também foi eleita Artista do Ano pela APCA e recebeu dois troféus no Prêmio da Música Brasileira neste ano.

A primeira apresentação em Petrolina também incluiu experiências pela região. Luedji atravessou o Rio São Francisco, foi à Ilha do Massangano e provou o peixe local. Ela contou que já conhecia a área por meio da música, de uma colega de escola e de suas relações com Zé Manoel e Josyara, de Juazeiro.

Circulação pelo Norte e Nordeste

Além da futura turnê comemorativa, Luedji segue com a banda completa em um projeto apoiado pelo Natura Musical. A iniciativa leva a estrutura dos shows para as regiões Norte e Nordeste. Fortaleza e São Luís já receberam apresentações, e o projeto prevê passagens pelo Pará e por Recife.

A cantora também prepara uma participação com o Fat Family no Festival Coala, neste domingo, 13. O grupo foi responsável pelo primeiro disco que ela ganhou e, na avaliação de Luedji, ajudou a abrir caminho para o R&B, o neo soul e a black music no Brasil. O encontro terá a banda completa da artista.

Obra, tempo e exposição

Luedji identifica sua poesia como feminina e afirma que seu maior público é formado por mulheres negras. Embora a projeção tenha tornado a audiência mais plural, ela diz continuar escrevendo a partir de sua própria experiência, como mulher negra nascida em Salvador.

A cantora também critica a pressão imposta pela cultura de cancelamento e pelo julgamento nas redes sociais. Para ela, a exigência de autocontrole pode deixar artistas com medo de assumir contradições e de se apresentar como pessoas complexas.

Aos 39 anos, perto de completar 40, Luedji afirma que o tempo varia conforme a situação: pode se sentir com 5, 15, 27 ou 100 anos. A reflexão ganhou força após a perda precoce de uma amiga. Sem conclusões fechadas, ela diz pensar em como cada pessoa escolhe se colocar no mundo diante da consciência de que a vida tem duração desconhecida.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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