SÃO PAULO — Documentos que resistiram a mudanças no mundo são o ponto de partida de Longitudes, mostra individual da artista colombiana Johanna Calle. A exposição será aberta a partir de 12 de setembro, no Anexo da Galeria Marilia Razuk.
Calle trabalha sobre mapas antigos, escrituras de propriedade e papéis que atravessaram décadas. Entre os materiais usados estão escrituras dos séculos 18 e 19 e papéis milimetrados da década de 1970.
Três conjuntos de trabalhos
A exposição é organizada em três conjuntos: Enclaves, Grafias e Bratislava. Em uma das séries, a artista desenha árvores sobre mapas antigos. Em outras, interfere em escrituras de propriedade e recupera documentos que permaneceram enquanto o mundo mudava.
O eixo da mostra está nas formas criadas para medir e demarcar o mundo, estabelecer territórios, definir fronteiras e registrar propriedades. “O conceito aborda a necessidade urgente de saber onde estamos situados ou localizados”, diz Johanna.
A artista também resume a permanência desse gesto diante das transformações históricas: “Nomes, fronteiras e a ideologia das pessoas mudaram, mas o ato de medir, não.”








