Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Acordo com 12 estados libera avanço da compra da Warner pela Paramount

Entendimento encerra ação sobre concorrência, mas outros processos e condições ainda podem afetar a conclusão da operação.

Acordo com 12 estados libera avanço da compra da Warner pela Paramount
Foto: Nyt/Nyt

A Paramount chegou a um acordo com procuradores-gerais de 12 estados dos Estados Unidos e retirou um dos principais obstáculos à aquisição da Warner Bros. Discovery. Os termos não foram divulgados, mas o entendimento encerra a ação movida pelos estados para impedir a operação.

A União Europeia também autorizou, com condições, a aquisição do estúdio de Hollywood. A operação está avaliada em 111 bilhões de dólares, cerca de R$ 572 bilhões, e é considerada a maior fusão da história de Hollywood.

O acordo entre a Paramount e os estados foi fechado antes de 1º de outubro. A partir dessa data, a empresa começaria a acumular uma multa contratual de 7 milhões de dólares, aproximadamente R$ 36 milhões, por dia.

Motivos da disputa judicial

O grupo de estados é liderado pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta. As autoridades apresentaram a ação em julho, mesmo após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos aprovar a operação.

Os procuradores-gerais argumentaram que a fusão poderia reduzir a concorrência nos mercados de televisão por assinatura e cinema. Também apontaram a possibilidade de preços mais altos e menos opções para empresas de exibição e operadoras de TV a cabo e via satélite, com eventual repasse dos custos aos consumidores.

Em julho, a juíza Araceli Martinez-Olguin concedeu uma ordem de restrição de 28 dias e considerou relevantes os argumentos apresentados pelos estados sobre possíveis efeitos da operação na concorrência. Depois disso, a Paramount aceitou suspender o negócio até o julgamento do mérito, marcado para 2 de março de 2027.

Termos ainda não divulgados

As negociações incluíram compromissos sobre a manutenção de operações na Califórnia e os níveis de produção. A supervisão editorial da CBS e da CNN também foi discutida, em uma preocupação apresentada por procuradores-gerais da Costa Leste.

Antes do entendimento, Bonta defendia medidas estruturais para reduzir possíveis efeitos anticompetitivos, incluindo possíveis desinvestimentos. A Paramount pressionou pela retirada da ação e chegou a ameaçar transferir suas operações da Califórnia para o Texas ou o Tennessee.

Parlamentares democratas estaduais defenderam um acordo. Sindicatos e entidades do setor, como IATSE e Directors Guild of America, também pressionaram pelo fim da disputa.

Outros processos

A Paramount afirma que a compra ampliaria a concorrência, aumentaria a produção de conteúdo e ajudaria a enfrentar plataformas de streaming como Netflix e Amazon.

A Cinema United, que representa cinemas nos Estados Unidos, inicialmente se opôs à fusão. Depois que AMC, Cinemark e Regal passaram a apoiar um acordo, a entidade mudou de posição.

A Writers Guild of America (WGA), sindicato dos roteiristas nos Estados Unidos, também entrou com uma ação em julho para tentar barrar a aquisição. O processo estava previsto para ser analisado junto com a ação dos estados em março de 2027.

Com o acordo, a disputa liderada pelos estados deixa de impedir o avanço da aquisição. Ainda permanecem questões relacionadas aos demais processos e às condições para a conclusão da operação.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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