O perfil de WhatsApp do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, foi clonado. Os criminosos usaram o nome e a foto dele para abordar pessoas e pedir dinheiro sob o pretexto de uma doação ligada ao Instituto Criança Esperança.
A assessoria de imprensa do Ministério da Defesa informou que o perfil falso enviava uma mensagem sobre um evento. O texto dizia que cada convidado deveria contribuir com uma doação de 5 reais e mencionava a participação de um organizador identificado como Pedro Reis.
Depois do primeiro contato, o golpista encaminhava Pedro Reis como anexo do WhatsApp e orientava o destinatário a falar com ele para receber um arquivo PDF com o convite. Também perguntava se o aparelho usado era Android ou iPhone.
Como o golpe funciona
A clonagem de perfis no WhatsApp usa o nome e a imagem de uma pessoa para tentar convencer os contatos a transferir dinheiro, acessar links ou baixar arquivos. A solicitação sobre o sistema operacional pode indicar uma etapa posterior de distribuição de arquivo malicioso.
Arquivos PDF, em geral, podem ser abertos em diferentes plataformas. Por isso, a orientação para informar se o aparelho é Android ou iPhone não é necessária para o recebimento de um convite e deve ser tratada com desconfiança.
Mensagens de contatos desconhecidos que tragam pedidos urgentes exigem confirmação da identidade por outro meio, como chamada de voz ou vídeo. A recomendação também vale quando o contato usa o nome de uma figura pública.
Informações desse tipo devem ser verificadas por outros canais. Também é recomendado não fazer transferências e desconfiar de arquivos recebidos, mesmo quando parecem ser PDFs comuns.








