Donald Trump afirmou no último domingo (14) que não pretende formalizar uma proposta para reduzir o ritmo de desenvolvimento da inteligência artificial nos Estados Unidos. A declaração ocorreu durante uma visita de governo à Irlanda, após questionamentos sobre os riscos apontados por executivos e engenheiros do setor.
O presidente rejeitou a avaliação de que estaria subestimando os possíveis impactos da tecnologia. Trump também declarou que haverá mais efeitos positivos do que negativos e disse usar inteligência artificial, sem detalhar em qual situação.
Segurança e disputa com a China
As críticas ao avanço acelerado e sem regulamentação ganharam força nas últimas semanas. Jacob Coxon, ex-funcionário da Anthropic, deixou a empresa e publicou um desabafo no qual afirmou que as companhias estão “apostando com as nossas vidas” ao não tratar adequadamente os riscos envolvidos.
A defesa de uma ação conjunta da indústria também é compartilhada por Bill Gates e por uma diretora do DeepMind, laboratório de inteligência artificial do Google. A OpenAI, responsável pelo ChatGPT, estaria disposta a desacelerar o lançamento de novos sistemas se as principais concorrentes adotarem a mesma posição.
O debate envolve a possibilidade de que tecnologias autônomas e difíceis de controlar provoquem riscos além da cibersegurança. Mesmo assim, Trump afirmou que a competição com empresas chinesas é uma razão para evitar novas restrições ao setor americano.
“Estamos ganhando da China em IA e, sinceramente, eu quero manter as coisas assim, porque quem vencer em IA, vai ganhar”, disse o presidente. Ele também tem sido pressionado por integrantes do Partido Democrata, especialmente com a proximidade das eleições de meio de mandato.








