O ministro André Mendonça autorizou, em julho deste ano, que a Polícia Federal investigasse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas relacionadas ao filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (10), depois que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, solicitou a retirada do sigilo dos inquéritos sobre o Banco Master que estão sob relatoria de Mendonça.
Operação da Polícia Federal
A investigação sobre a produção ocorre no contexto da operação “Make-up”, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF. A ação apura um possível esquema envolvendo agentes públicos e privados que teriam direcionado verbas públicas a empresas sem comprovação adequada dos serviços realizados.
Foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Distrito Federal. Entre os alvos estavam o deputado Mário Frias (PL-SP) e a produtora Karina Gama.
A operação apura possíveis crimes de peculato, fraude em licitação ou contrato, frustração do caráter competitivo de licitação, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. A decisão também cita suspeitas de contratação direta ilegal, falsificação de documentos, falsidade ideológica, uso de documento falso, emprego irregular de verbas públicas e advocacia administrativa.
Flávio Bolsonaro afirmou que a produção não recebeu dinheiro público irregular e classificou a ação como uma tentativa de interferência política nas eleições. “Não tem absolutamente nada de errado com esse filme, não tem um centavo de dinheiro público”, declarou.
Dino afirmou haver “fortes indícios de uma única organização criminosa” estruturada para captar, disseminar e ocultar recursos dos cofres públicos. Na avaliação do ministro, Mário Frias seria um dos principais integrantes da estrutura investigada.








