Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Economia

Candidato do Missão propõe subordinar universidades públicas ao interesse popular

Renan Santos criticou a gestão do ensino superior, defendeu mudanças no Fies e no ProUni e priorizou a formação técnica.

Renan Santos defende fim da autonomia nas universidades e critica gestão das instituições públicas
Foto: Reprodução/TV Globo

Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, defendeu o fim da autonomia universitária e a submissão das universidades públicas ao que considera serem os interesses da população. A declaração foi feita nesta quinta-feira (10), durante evento na Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil), em São Paulo.

O candidato afirmou que o Brasil destina ao ensino superior valores semelhantes aos de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mas não alcança resultados proporcionais. Na avaliação dele, o problema está na administração dos recursos e das instituições.

“A gestão das universidades públicas brasileiras é uma porcaria”, afirmou Renan. Ele disse que, em um eventual governo, pretende direcionar verbas para pesquisa, extensão, produção de tecnologia, saúde, biotecnologia e inteligência artificial. Israel, Singapura, China e Japão foram citados como exemplos.

Renan também declarou que as universidades deveriam se adequar ao interesse popular porque são financiadas com dinheiro público. Para ele, a autonomia permite que reitores administrem as instituições sem atender às prioridades da população.

Fies, ProUni e ensino técnico

Na área de financiamento estudantil, o candidato defendeu a restrição e a reformulação do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e do Programa Universidade para Todos (ProUni). Ele afirmou que os modelos atuais podem direcionar estudantes para instituições privadas de baixa qualidade e provocar endividamento.

Renan disse que somente universidades privadas consideradas por ele “muito boas” deveriam receber financiamento público. Também propôs ampliar o ensino técnico já no ensino médio, citando a Alemanha como referência. Segundo o candidato, metade dos estudantes alemães conclui essa etapa com formação técnica.

“50% dos estudantes saem com o ensino técnico já do ensino médio, prontos para ter um emprego”, afirmou.

O candidato criticou ainda a valorização da obtenção de diplomas universitários sem aumento proporcional da produtividade. Para Renan, o país ampliou o número de diplomas nos últimos anos, mas permaneceu estagnado em relação ao mundo nos indicadores internacionais de produtividade.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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