A alta do petróleo e a expectativa pela decisão do Federal Reserve aumentam a cautela nos mercados financeiros dos Estados Unidos nesta segunda-feira (14). O Brent para novembro avançava 2,81%, a US$ 107,55 por barril, enquanto os índices futuros de Nova York operavam em queda.
O movimento ocorre após o Ministério das Relações Exteriores de Omã anunciar o adiamento de uma reunião entre o Irã e países do Golfo. O encontro, previsto para hoje, discutiria a navegação pelo Estreito de Ormuz. O Irã mantém sinalizações de que não pretende negociar com os Estados Unidos sem que suas condições sejam contempladas.
Às 7h30 (de Brasília), o petróleo WTI para outubro subia 2,74%, a US$ 102,78 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). No mercado de Londres, o Brent era negociado a US$ 107,55 na Intercontinental Exchange (ICE).
A agenda de política monetária também pesa sobre as decisões dos investidores. O Federal Reserve tem decisão marcada para quarta-feira (16), em um cenário de incertezas econômicas e avanço do petróleo.
Às 7h30 (de Brasília), o futuro do Dow Jones caía 0,04%, o S&P 500 recuava 0,61% e o Nasdaq tinha baixa de 1,47%.
Alertas sobre inteligência artificial
A pressão sobre o Nasdaq futuro ocorre após Sam Altman, CEO da OpenAI, e Elon Musk, dono da SpaceXAI, endossarem alertas de Dario Amodei, CEO da Anthropic. As preocupações envolvem o avanço acelerado da inteligência artificial e a necessidade de reforçar mecanismos de segurança antes que os sistemas alcancem capacidades mais difíceis de controlar.
Altman também descartou a abertura de capital da OpenAI em 2026.
Dólar e Treasuries
O dólar avançava diante das principais moedas, em meio à procura por ativos percebidos como mais seguros. Às 7h30 (de Brasília), a moeda americana subia a 154,61 ienes; o euro caía a US$ 1,1542; e a libra recuava a US$ 1,3482. O índice DXY subia 0,44%, a 99,56 pontos.
Os juros dos títulos do Tesouro norte-americano registravam leve queda. No mesmo horário, o rendimento da T-note de 2 anos cedia a 4,626%, o da T-note de 10 anos recuava a 4,961% e o do T-bond de 30 anos caía a 5,343%.
Para analistas do Société Generale, “a correlação com os preços de energia permanece crucial”. O banco também considera que não há luz no fim do túnel da inflação de energia.








