Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Economia

Pagamentos do Banco Master a empresas ligadas a Ratinho entram no radar de investigações

Documentos apontam repasses de cerca de R$ 24 milhões a empresas ligadas à família, enquanto Credcesta avançava no Paraná.

Banco Master e Credcesta colocam pagamentos a empresas da família de Ratinho sob questionamento

Declarações de Daniel Vorcaro sobre o Credcesta ampliaram os questionamentos sobre pagamentos feitos pelo Banco Master a empresas ligadas à família do governador Ratinho Junior. Os repasses ocorreram entre 2022 e 2025, período em que o apresentador Ratinho também divulgava o cartão consignado.

Vorcaro apresentou uma proposta de delação premiada, rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. Ele afirmou que doações eleitorais de R$ 5 milhões, feitas em 2022 às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, teriam sido usadas como contrapartida para manter o cartão consignado no governo paulista.

As acusações não foram comprovadas. Tarcísio de Freitas e Gilberto Kassab negaram as afirmações, e as autoridades recusaram a delação por falta de fatos novos ou de elementos suficientes.

Repasses a empresas da família

Documentos enviados a uma comissão parlamentar de inquérito indicam que duas empresas ligadas ao apresentador Carlos Massa receberam aproximadamente R$ 24 milhões do Banco Master. Cerca de R$ 21 milhões teriam sido destinados à Massa Intermediação de Marumbi, enquanto a Gralha Azul Empreendimentos e Participações recebeu outros R$ 3 milhões.

Os pagamentos, isoladamente, não comprovam irregularidades. O Grupo Massa afirma que os valores decorreram de relações comerciais e publicitárias. A Massa Intermediação de Marumbi passou a ser questionada por causa da estrutura e do endereço informado como sede. A apuração dos contratos, dos serviços prestados e de documentos sobre a execução das atividades pode esclarecer a operação.

A Massa & Massa, que tem entre os sócios Carlos Massa, Ratinho Junior e integrantes da família, recebeu R$ 1,68 milhão do Banco Master, dividido em quatro parcelas de R$ 420 mil. Segundo o Grupo Massa, o contrato tinha finalidade comercial e publicitária e previa o uso da imagem do apresentador na divulgação do Credcesta.

A empresa também informou que o contrato foi encerrado depois, em razão de atrasos e divergências nos pagamentos. Um dos repasses aparece como pendente em documentos relacionados às investigações.

Operação do Credcesta no Paraná

A PKL One, responsável pela operação do cartão, abriu uma filial no Paraná em agosto de 2021. Poucos dias depois, documentos indicam que a empresa foi habilitada a operar com consignados junto ao funcionalismo estadual.

Em outubro de 2021, o governo estadual editou decreto para regulamentar as consignações dos servidores e estabeleceu margem de 10% para cartões de benefício, modalidade usada pelo Credcesta. O texto não menciona o Banco Master, o Credcesta ou a PKL One e não garante exclusividade a nenhuma empresa.

A sequência passou a ser analisada em conjunto com os pagamentos posteriores a empresas ligadas à família do governador e com a participação de Ratinho na divulgação do produto. A cronologia, porém, não demonstra, por si só, favorecimento, tráfico de influência ou pagamento de propina. Também não há comprovação pública de que os repasses feitos no Paraná tenham relação com alguma negociação.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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